gafieiras

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Entrevistas de música brasileira

Ritchie

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24 04 2012

Essa é pra tocar no rádio

Não gosto de hotéis, tudo no lugar certo, na hora certa, arrumadinho. A simpatia e os sorrisos calculados dos funcionários. O entra-e-sai de malas nos lembrando sempre de que estamos somente de passagem pelos hotéis e pela vida... Pensando bem, talvez esse seja o local ideal para essa jornada

24 04 2012

Fui o primeiro a gravar no Brasil utilizando Midi

[Ritchie fala enquanto a equipe se acomoda e prepara o equipamento de gravação] Ritchie – É muito complicado você tocar ao vivo na televisão [n.e. Referindo-se a uma apresentação de seu novo trabalho, Auto-fidelidade, em um programa de TV]. Por mais que você cerque o som de cuidados

24 04 2012

Sou um Macfanatic total!

Monteiro – Pelo ritmo de trabalho do disco novo, esse xodó tecnológico vai ter que esperar... Ritchie – Vai ter que esperar. Estou muito satisfeito. É importante agarrar esse momento. Não é todo dia que se recebe um convite para voltar a gravar com 50 anos. Estou muito feliz. Feliz por

24 04 2012

O rock and roll já tem uma cara brasileira

Keka Reis – Você disse que esse “jeitinho bom” também engloba a música, o improviso... Ritchie – Ah, sim. Esse é o país da música. O Brasil é o país da música. Você passa em uma obra e todo mundo está batucando. A música é um elemento essencial para a vida do brasileiro. O

24 04 2012

Queria tocar flauta como o Pixinguinha

Tacioli – Você ouve samba e choro? Ritchie – Eu gosto muito de choro. Sou muito ligado... Benedito Lacerda, Pixinguinha. Houve uma época em minha vida em que eu somente ouvia os chorões. Tomava aula de flauta com o Paulo Moura. Queria tocar flauta como o Pixinguinha. [ri] Quem diria? T

24 04 2012

Cantei no coral da igreja protestante

Monteiro – O que você imaginava que era o Brasil nos anos 70? Havia alguma idéia? Ritchie – Ah, muitas. Tom Jobim, claro. “The Girl from Ipanema”... Quem não conhece? Conheci também, quase na véspera de vir para o Brasil, o trabalho do Gilberto Gil e do Jorge Ben. Musicalmente, ha

24 04 2012

Fiz meu primeiro disco inteiro num Casiotone!

Roger – Vôo de coração é de 1983. Quando foi lançado, ainda não se sabia o que fazer com a música pop no Brasil. Todo mundo ainda tentava descobrir, procurando informações de fora. Acho que a Blitz já havia estourado. Ritchie – A Blitz já havia estourado. O Lulu [Santos] ainda n

24 04 2012

O meu erro foi dar muita importância às tecnologias

Monteiro – Você estava falando sobre o disco novo, que está mais rock’n’roll. Nisso a tecnologia é legal porque dá melhores recursos para captar tudo isso. Ritchie – A gente usa tecnologia de ponta para gravar. Mas é o veículo e não o produto. Keka – Na verdade, é somente um

24 04 2012

Não componho em português! Minha musa é inglesa!

Keka – A apresentação ao vivo de ontem foi para qual programa? Ritchie – Para o do Jô Soares. Passou ontem mesmo. Foi muito legal. O som lá dentro é maravilhoso. Fiquei contente! Não faço o programa do Jô Soares há 10 anos. Na última vez que fui lá o som estava bom, mas não com

24 04 2012

O Caetano achava que ''Menina veneno'' era sobre heroína

Monteiro – Voltando aos anos 80, como você chegou a esse primeiro disco, à gravadora? Ritchie – Não cheguei à gravadora, não. Quando fizemos as demos, todas as gravadoras falaram que elas não prestavam. Monteiro – O que era essa demo? Ritchie – O Liminha era meu aluno de ingl

24 04 2012

A Alcione falava de mal mim na TV

Keka – “Menina veneno” chegou a lhe chatear e constranger, pelo falto das pessoas perguntarem somente sobre essa música? Ritchie – Não, isso não, mas houve uns momentos há alguns anos que... Fiz um show em que não cantei essa música e quase fui crucificado. Mas tem uma hora em qu

24 04 2012

“Pô, pai, não sabia que você fazia esse som!”

Roger – Depois desse tempo todo, agora você está voltando à mídia. Qual é a diferença? Ritchie – Estou mais tranqüilo. [ri] Não tenho muitas expectativas. Estou muito feliz com esse disco. Não estou naquelas... [faz voz de vilão] “Agora vou mostrar para todo mundo que eu voltei

24 04 2012

O Vímana é a banda mais famosa que ninguém nunca ouviu

Monteiro – Depois da Jovem Guarda, a música pop jovem somente voltou nos anos 80. Você acha que essa geração abriu a porta para o que está acontecendo agora? Ritchie – Gosto de pensar assim também. Às vezes, isso não é apreciado. Mas gosto de pensar que nós abrimos portas, porque

24 04 2012

O Ritchie é brega-pop

Tacioli - Você estava falando do brega-pop... Ritchie – Não estou me denominando assim, mas já ouvi isso, “O Ritchie é brega-pop”, “O Ritchie é brega”. Tacioli – Hoje não há uma aura cult sobre isso? Ritchie – Não sei, não sei. Não sou eu que posso falar sobre isso,

24 04 2012

O caixa dois das gravadoras paga o jabá

Roger – Mudando completamente de assunto, e essa história da numeração dos CDs? Ritchie – Essa discussão é vital. Não podemos perder esse trem. Fiquei meio apavorado quando houve o veto, mas entendo. Roger - Mas é isso que você está falando. O disco estava vendendo e, de repente,

24 04 2012

Sempre quis cair na boca do povo!

Tacioli – Você falou que nunca imaginou fazer sucesso no Brasil. Ritchie – Realmente, cá entre nós... Quero dizer, sonhei com isso nos meus sonhos mais loucos. Tacioli – Mas você sonha em fazer sucesso na Inglaterra? Ritchie – Não. Tacioli – Mas já sonhou com isso? Ritchi

24 04 2012

Senti realizado artisticamente e achei que era hora de parar

Monteiro – Imediatamente após você ter passado por essa fase [de sucesso], você não teve uma dificuldade para... Ritchie - É, fiquei inseguro de novo. Voltaram todas as minhas inseguranças. Monteiro - Antes de se aposentarem, os jogadores de basquete da NBA são treinados pelo menos 6

24 04 2012

Pra mim, tudo é uma grande corrida de montanha russa

Tacioli – Ritchie, estamos encerrando. Alguém tem mais alguma pergunta? Keka – Ele estava com uma cara de pergunta. [risos] Monteiro – O que você não faria novamente da fase pop? Ou que deveria ter feito e não fez? Ritchie – Isso é difícil de dizer porque as coisas acontecem

24 04 2012

Um astrólogo disse que meu futuro é ser crooner de orquestra!

Tacioli – Sua formação é erudita, de música sacra, foi flautista... Ritchie – Na verdade, eu me ensinei flauta. Tomei aulas de oboé, clarinete... Como eu disse, nunca fui muito dedicado. Quando era para estudar clarinete, eu queria tocar guitarra. Sempre fui um pouco rebeldinho. Mas a

24 04 2012

Pô, foi um barato!

Tacioli – Ritchie... Ritchie – Tá bom, já cansou. Daqui a pouco vou começar a falar besteira mesmo, hein? [risos] Tacioli –Se deixar, nós não paramos mais. [risos] Ritchie – E se me deixam falar, então... Já esgotei meu repertório. Keka – Você deve estar morrendo de fome