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Entrevistas de música brasileira

Naná Vasconcelos

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10 07 2012

O bolo está na mesa

Quem vai ser o entrevistado ou entrevistada? Pergunta simples, quase. Alguém do universo infantil ou vamos abrir o leque? Difícil. Podia ser alguém que começou a carreira ainda criança. Ou que trabalhe com elas. O tempo passando e as tarefas da produção do Matinê Gafieiras 2006 se acumulando

10 07 2012

O berimbau é o maestro, o pai grande

Daniel Almeida – Naná, você se lembra da primeira vez que viu um berimbau? Naná Vasconcelos – Não. Isso é normal lá em Recife. A capoeira, a história do Zumbi, que é relacionada à dança e à luta da capoeira. Então, ver o instrumento é normal, mas eu nunca havia tocado. Aí nó

10 07 2012

O Villa-Lobos me mostrou a força visual da música

Gafieiras – Naná, como você percebeu que poderia ser um solista? Naná – Nunca fiz parte de nenhum grupo. Sempre fui convidado especial. Quando o Milton [Nascimento] criou o Som Imaginário, eu não participava, era somente convidado. “Não, não quero ficar agarrado a um determinado e

10 07 2012

Com as crianças aprendi a me centralizar mais

Gafieiras – Naná, de onde veio o seu interesse em trabalhar com crianças? Naná – Eu fiz o primeiro disco, chamado Africadeus, lá em Paris. Aí um dia me convidaram pra ir num programa de televisão, num desses programas com crianças. Ia um doutor, uma autoridade da psiquiatria infanti

10 07 2012

O Jimi Hendrix e o Villa-Lobos são os meus ídolos,

Gafieiras – Você enxerga um forte poder político no seu trabalho, ainda que não seja panfletário ou em forma de discurso? Naná – Tem uma música, por falar nisso, que diz assim: "Uns com tanto, outros tanto com algum, mas a maioria sem nenhum". Eu não sei... O business da política é

10 07 2012

Asteroidicamente falando, o Glauber era muito veloz

Gafieiras – Naná, tem algum músico que te intriga? Ou há alguma música na qual você poderia jogar o seu molho ali? Naná – Não, não sei. Não quero mudar a música dos outros. Agora, claro que eu tenho o meu som. Tenho vontade de tocar com alguns músicos, de sentar e trabalhar. Já t

10 07 2012

A idéia é contar histórias com música

Gafieiras – Quando você chega num espaço novo, qual é a relação que você estabelece com ele? Tive a impressão que você domina o espaço mais que uma pessoa normal. Naná – Está me chamando de anormal?! [risos] Eu me dou com o som. Tem muito a ver com a energia de um fotógrafo, que

10 07 2012

Não era trovão. Era maracatu!

Gafieiras – Naná, a gente não falou da sua infância. Você parece um menino. Naná – Eu comecei a tocar muito cedo. Com 12 anos de idade eu já era músico profissional. Tocava num cabaré, numa boate. Era realmente criança naquela época. Eu tinha que ter autorização do Juizado de Men

10 07 2012

O medo é uma coisa tão bonita

Gafieiras – Naná, havia um som que te aterrorizava na infância? Naná – Não, mas havia um som de sonoplastia dessas coisas. As novelas no rádio, Jerônimo, o herói do sertão; Jerônimo e o Moleque Saci; o programa Mistérios do além, que tinha um som que aterrorizava; e as lendas que

10 07 2012

Fiz um concerto para berimbau e orquestra

Gafieiras – Naná, você falou da sua infância, que começou a trabalhar com 12 anos. Ela é motivo de orgulho? Naná – Eu fiquei sério muito cedo. No primeiro dia em que fui tocar no cabaré, juntamente com o meu pai, que era músico ele falou: "O que você vê lá, você deixa lá; não

10 07 2012

O pessoal do jazz está perdidíssimo

Gafieiras – E como foi o encontro com o Itamar? Naná – O encontro com o Itamar foi no estúdio, onde o conheci. Foi muito breve. Itamar foi muito rápido. Gafieiras – Foi um encontro profissional? Naná – Não. Foi uma vontade de querer fazer aquilo mesmo. Foi vontade de conhecer o m