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Entrevistas de música brasileira

Música para crianças

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29 05 2012

Turma de dois é uma dupla

Tem gente que imagina os dois sentados à sombra de uma jabuticabeira, em um quintal ensolarado, cheio de árvores frondosas e crianças por todos os lados a cantar, correr e brincar. Tem gente que imagina uma dupla de pop stars, sem tempo ou paciência para assédio, entrevistas ou fotos, protegido

29 05 2012

Eu e o Hélio fazíamos trilha de rádio-novela e de dança

Gafieiras – Quando vocês realmente se conheceram? Vocês têm o registro da primeira vez que se viram? Sandra Peres – A gente é sócio há 16 anos, mas fazíamos aula na escola do Ricardo Brein, no Espaço Musical. Eu morava muito longe, em Santo Amaro, e o Paulo morava aqui. Claro que ele

29 05 2012

"Pô, poderíamos fazer um disco infantil!"

Gafieiras – Mas houve algum evento que despertou isso em vocês? Sandra – Tiveram umas férias... Na época eu havia conhecido o meu ex-marido que morava em Nova York. Eu ia direto pra lá. Ele é brasileiro, mas eu ia muito, ficava lá com ele, com a família dele. E num fim de ano em que e

29 05 2012

Tem pouquíssimas canções de ninar no Brasil

Gafieiras – Você se lembra de algum trabalho brasileiro anterior a esse, mas similar a proposta de canções de ninar? Paulo – De canções de ninar eu não me lembro. Eu me lembrava de coisas boas como Os saltimbancos. Sandra – Mas especificamente de canções de ninar, não. Paulo –

29 05 2012

Era muito comum dizer "isso é música de criança"

Gafieiras – Paulo, você falou que havia uma postura crítica em relação aos discos infantis daquela época, um olhar crítico ao que se produzia. Qual era essa postura crítica? Paulo – Musicalmente, né, porque no Grupo Rumo a gente sempre elaborou muito os arranjos, sempre havia alguma

29 05 2012

A gente coloca no show algo que vai mobilizar as crianças

Gafieiras – Mas como funciona em um show? Existe a expectativa de que uma música que é apresentada pela primeira vez ao público infantil não surta efeito? Paulo – A gente somente coloca no show algo que a gente sabe que vai mobilizar as crianças. Gafieiras – As músicas novas? Sa

29 05 2012

Pensam que a gente é casado

Gafieiras – Há um mercado de música infantil consistente ou se depende muito de ações do poder público como essa da Prefeitura de São Paulo? Paulo – Existe um mercado que se sustenta. Esse mercado existe, mas a gente precisa saber onde ele está e como explorar. A gente é tímido niss

29 05 2012

Prefiro não cantar nos trabalhos publicitários

Gafieiras – Vocês já tiveram momentos de crise, de dúvida com o envolvimento com o trabalho publicitário. Algo como se alguém chegasse e “Olha, vocês não querem fazer um jingle?”, e vocês “Não, agora a estamos com um trabalho e não queremos misturar”? Sandra – A única crise

29 05 2012

Queremos mostrar o que tem de lúdico e de riqueza no palco

Gafieiras – E de que forma a publicidade pré-Palavra Cantada ajudou a formatar a música de vocês? Sandra – A publicidade na Palavra Cantada, não. Gafieiras – Não, o trabalho de vocês com a produção publicitária antes da Palavra. Paulo – Esse trabalho de produção que a gent

29 05 2012

O primeiro show era uma coisa bem mariquinha!

Gafieiras – Mas esse processo amadureceu ao longo desses anos. Vocês se lembram como foi o primeiro show? Paulo – O primeiro show foi do Canções de ninar. Sandra – O Paulo não quis fazer. Paulo – Eu nem participava porque era uma coisa bem mariquinha! As criancinhas de pijama... S

29 05 2012

A gente tem essa preocupação com a impecabilidade

Gafieiras – E como foi o seu primeiro show, Paulo? Paulo – Eu comecei a participar quando a gente começou a fazer show com as músicas do Canções curiosas. Sandra – Aí depois de um tempo a gente chamou o Gustavo Kurlat para nos dirigir. Isso já uns cinco anos. Paulo – Ah, é. O p

29 05 2012

"Afinal, o que é música legal pra criança?"

Gafieiras – Qual o menos nocivo, o histérico ou o extrovertido? Sandra – O extrovertido, porque o histérico realmente não está sentindo o que está fazendo. Ele está precisando gerar uma coisa de fora pra dentro. O mais extrovertido talvez brinque um pouco demais, passe um pouco da medi

29 05 2012

Não aguento mais ouvir música folclórica!

Gafieiras – Mas vocês acompanham essa produção pra criança? De que forma? Paulo – Alguma coisa, porque chegam muito CDs aqui. Eu tenho um panorama do que tem de música no Brasil, porque acabo ouvindo e a pessoa pede uma opinião. E você dá uma opinião e tal. Eu, particularmente, esto

29 05 2012

Com o Canções do Brasil, a Palavra Cantada quase acabou

Gafieiras – Fiquei curioso pra saber como vocês conduziram isso no estúdio de áudio. Paulo – Não, não, foi tudo ao vivo. Sandra – O importante era não tirar a motivação da criança. Se você tira uma criança que sempre cantou no terreiro, onde quer que seja, com os amigos na rua,

29 05 2012

Tive o prazer de ver o Roberto cantando “A volta dos Vips”

Gafieiras – E como era o universo sonoro da infância de vocês? Paulo – Bem, na minha infância a gente tinha uma empregada doméstica que ouvia rádio o dia inteiro e cantava super bem. Acho que foi ela quem musicalizou eu e o meu irmão Luiz [n.e. Luiz Tatit, compositor e professor de Lin

29 05 2012

Meu pai ouvia Carlos Gardel

Gafieiras – E como foi a sua infância, Sandra? Sandra – Eu tenho uma formação musical muito interessante, porque os meus pais não ouviam música, não compravam discos, não ouviam música em casa... E comecei a estudar música clássica com sete anos. Eu ouvia o que eu tocava. Gafieira

29 05 2012

Eu queria ter sido bailarina, não pianista

Gafieiras – Você falou a respeito de começar o conservatório muito nova... O que você pensa desse roteiro do conservatório musical, de como começa a olhar a partitura... Sandra – Acho muito complicado. Eu, por sorte, fui nutrida pela música clássica. Sou muito feliz por ter sido nu

29 05 2012

Ouvia Bee Gees, Queen e Supertramp

Gafieiras – Mas o universo sonoro, aqueles outros sons que marcaram a infância de vocês, não música, vocês se lembram? Paulo – Não, mas acho que nada se comparava a força da música. Eu me lembrei... Ela falou dos disquinhos do Braguinha com o Radamés, isso aí eu adorava também! Eu

29 05 2012

Rick Wakeman era a coisa mais sensacional!

Gafieiras – Mas o engraçado é que esses conjuntos que você falou, esses específicos, têm uma ligação com essa música imagética que você gosta, produzem imagens... Supertramp, Yes... Sandra – É. Agora, por quem mais me apaixonei, de músico estrangeiro, que pra mim foi tudo na vida

29 05 2012

Palavra cantada era uma expressão que usávamos no Rumo

Gafieiras – Mas você tem algum sentimento, não sei se de culpa, de ter passado tanto tempo sem essa relação com música brasileira? Sandra – Não, nunca. Gafieiras – Mas nem com o Chico e com o Caetano? Sandra – Os meus pais não ouviam, não sabiam quem eram eles. Fui conhecer c

29 05 2012

Tenho vontade de fazer um disco meu

Gafieiras – Vocês disseram que fazem uma música que vocês gostam, independentemente de ser para adulto ou para criança. Existe uma vontade de trabalhar uma música exclusiva para adulto? Paulo – Pra adulto? A gente tem músicas que saem com cara adulta, que a gente não consegue aprovei

29 05 2012

Faço dança clássica indiana há 13 anos

Gafieiras – Sandra, você acha que levaria essa postura – sempre desnuda, sem máscara, em que procura trabalhar a sua essência – para o trabalho adulto? Sandra – Sem dúvida, por que não? Quando você tem um compromisso... Os meus valores estão ligados à honestidade, à integridade

29 05 2012

“Seu pai namora a Vermelha?”

Gafieiras – Como é pra vocês ver aquele sujeito que começou a ouvir a Palavra Cantada há 9 anos, quando ele tinha 10 anos de idade, e hoje já é um barbudo... Paulo – A gente está começando a encontrar um público assim. Gafieiras – Mas um ex-público. Paulo – É um ex-públi

29 05 2012

Luis Pescetti é um cara sensacional!

Gafieiras – E com relação à função da letra, a história do politicamente correto, de que forma ele transita por vocês? Existe essa preocupação “Opa, isso não é legal falar”? Sandra – Tem um pouco, mas a essência da construção já vem de uma base constituída como íntegra.

29 05 2012

Hoje em dia os adultos poupam muito as crianças

Gafieiras – Mas vocês acham que no Brasil daria pra ter um cara com esse desprendimento todo, esse non sense, esse tipo de humor? Paulo – Dá, dá, sim. Ele mesmo poderia vir pra cá. Tem o problema do idioma, mas ele poderia vir pra cá. Sandra – Eu sou louca pra fazer uma coisa com o P

29 05 2012

As crianças gostam de repetir as coisas do mundo delas

Gafieiras – Agora, vocês entendem bastante deste mundo da criança. Isso é decorrência do trabalho ou vocês tentam aprender essa psicologia da criança de outras maneiras? Paulo – Você diz de estudar, por exemplo? Gafieiras – É, ou de outras fontes pra alimentar esse conhecimento. E

29 05 2012

O melhor seria produzir um disco em Portugal

Gafieiras – Eu queria saber do disco em espanhol. O repertório é novo? Paulo – Não, é uma coletânea. Sandra – São os the best. Gafieiras – El mejor. Sandra – Uma amiga minha me ensinou que em Portugal eles falam: “E aí, já lançou a sua besta?” A besta é the best. Ga

29 05 2012

A música “Vovô” fala de morte, né?

Gafieiras – A estrutura da música “O rato” é presente em tantas outras, como “A formiga e a neve”, da Coleção Disquinho. Paulo – “A formiga e a neve”? A história do “O rato” vem de uma fábula que um chinês contou pra Edith, que é minha ex-mulher. O chinês era o mestr