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Entrevistas de música brasileira

Los Hermanos

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26 05 2012

Em vez de uma soneca

Já faz algum tempo que tentamos entrevistar essa banda. Mas eles moram no Rio de Janeiro e quando vêm a São Paulo é para shows e com a agenda sempre lotada. Alguma insistência, a ajuda de Bruno Medina e a entrevista foi possível num encaixe, entre a passagem de som e o show que realizaram n

26 05 2012

Vocês pretendem fazer o quê?!

[ Enquanto Daniel Almeida registra em áudio a data, local e o nome do artista da vez, a banda Los Hermanos chega da passagem de som no Via Funchal, onde se apresentaria três horas depois. O quarteto se posta em frente à piscina, na área interna do restaurante do hotel ] Rodrigo Amarante –

26 05 2012

É a transformação de uma expressão artística em produto

Max Eluard – Já que vocês estão prestes a se apresentar [ no Via Funchal, em São Paulo ], tenho uma questão... A hora do show é a hora do tesão do músico, de tocar e de mostrar o que vocês fizeram em estúdio. Ao mesmo tempo, é um momento cansativo, ficar na estrada, longe de casa, rep

26 05 2012

O peido do meu avô... Um som inesquecível!

Tacioli – E como era o panorama sonoro da infância de vocês? Daniel Almeida – Havia música em casa ou era um primo mais velho quem trazia os LPs... Camelo – A gente ouvia rádio em casa... Amarante – Os meus pais ouviam música. Lembro dos domingos de manhã quando eu pensava...

26 05 2012

Fiz um ''Cai, cai, balão'' e minha mãe achou foda!

Tacioli – Todos passaram a infância no Rio? Barba – Não, eu passei em Minas. Tacioli – E como era lá? Barba – A mesma coisa. Meu pai escutava muita MPB e rock’n’roll. A infância foi assim. Aí na pré-adolescência, 10, 12 anos, comecei a comprar discos. Almeida – E o q

26 05 2012

Logo vão falar que somos a banda da família brasileira!

Tacioli – Vocês têm ideia de quem é o público de vocês? Vocês conseguem identificá-lo? Almeida – Fui a um show de vocês em Santos e o público era bastante jovem, fervoroso... Amarante – O estereótipo é algo que você procura em um tipo de pessoas... Você pode até tentar ver

26 05 2012

Fomos catapultados de aluno de faculdade para a Xuxa

Max Eluard – Mas nesses quatro discos vocês perceberam alguma mudança no público, nos fãs? Amarante – No primeiro não era ainda um público do Los Hermanos. Era um público da música, um público de ocasião... Antes do primeiro disco havia o público dounderground que ia a um certo ci

26 05 2012

“Fazer ou não fazer playback?!”

Max Eluard – Qual seria a diferença se vocês não tivessem passado por tudo isso logo de cara? Camelo - A maneira da gente descobrir o tamanho do nosso desconforto foi sentir o desconforto. Foi a maneira que a gente aprendeu. Ah, as discussões são muito subjetivas: “Fazer playback ou nã

26 05 2012

“Vocês são banda nova e têm que aparecer na capa!”

Max Eluard – E em um mundo ideal como deveria ser a relação do artista com a gravadora? Sem pensar na relação que vocês têm com a gravadora ou no que ela não faz... Amarante - A relação é conseqüência do contexto. Não sei como seria um mundo ideal. Não existe o ideal... O ideal é

26 05 2012

Falar de amor era um diferencial nosso

Tacioli – O segundo, o terceiro e o quarto discos de vocês têm uma unidade forte. O primeiro destoa um pouco mais, apesar de coisas em comum... Amarante – O primeiro disco... a gente nunca havia pensado em gravar disco. Tocava as músicas pelas ruas e alguém falou... “Querem gravar essa

26 05 2012

Há uma avaliação diária por causa dos shows

Max Eluard – Vocês pensam em vocês, no papel que desempenham, na evolução do trabalho... Camelo – Não. Acho que a gente só consegue fazer porque tá distraidão [risos], pensando em ser feliz. Gostar do que está tocando! Mas, ao mesmo tempo, há uma avaliação diária por causa dos s

26 05 2012

A gente é como a Holanda de 1974

Tacioli – E projetos individuais? Amarante – Eu queria ter uma companhia de dança... [risos] Camelo – Tem várias coisas, mas é difícil arcar com compromissos, mas também é bom demais ter isso da banda. Bruno – É muito amplo. Parece apenas uma banda, mas é uma empresa com todos

26 05 2012

Quatro Brunos seria o Devo!

Max Eluard – Mas voltando à questão da distração. Vocês sentem em algum momento que precisam se distrair, relaxar, e não prestar muita atenção nas coisas? Camelo – Acho que o jeito que nós quatro, o jeito que a gente vê o mundo tem um equilíbrio ótimo... A gente não precisa fica

26 05 2012

Não tem espaço para o quinto elemento

Tacioli – No primeiro disco tem participação do Roger, do Ultraje, né? [n.e. O líder do Ultraje a Rigor divide os vocais com Camelo na última faixa do CD, “Bárbara”] Amarante – É mesmo? Não lembro. [risos] Bruno – É aquela coisa que a gente falou do primeiro disco... A gente q

26 05 2012

99% da agenda de divulgação é obrigação

Max Eluard – Mas sobre essa agenda de divulgação... Vocês fazem porque tem que fazer? Há algum prazer nisso? Amarante – Acho que é 99% de obrigação... A gente tem que falar alguma coisa, alguma vez... Camelo – Mesmo não achando importante a gente sabe que faz parte do processo, ma

26 05 2012

O 4 foi nosso primeiro CD lançado oficialmente em Portugal

Tacioli – E como é fora do Brasil? Bruno – A gente começou a construir uma história em Portugal, muito lentamente... Várias dificuldades, todas as possíveis... As coisas que pegam mais lá também são as extremamente populares aqui. Axé ou então uma coisa bem MPB, raiz. E a gente é

26 05 2012

Tô ouvindo aquele disco do Dorival Caymmi

Tacioli – E o que vocês estão ouvindo? Dá tempo pra ouvir alguma coisa ou quando sobra tempo o negócio é ficar quieto? Camelo - Não, a gente tem mais coisa pra ouvir do que tempo pra ouvir, mais interesse do que tempo. Amarante – É. Camelo – Eu mesmo compro CD e deixo lá no plás

26 05 2012

Meu primeiro emprego foi fazer camisetas de surf wear

Max Eluard – Rodrigo, e como surgiu essa história de pintura? [n.e. Rodrigo Amarante é autor da pintura que está na capa do CD 4] Já existia? Amarante – Eu brinco, cara. Eu sou amador. Sempre gostei de pintar. Minha mãe era professora de pintura, estudou Belas Artes, então lá em casa