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Entrevistas de música brasileira

Lenine

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28 12 2013

O homem das coleções

Ele tinha o hábito de colecionar, de compilar objetos. Tudo com seriedade de investigador. Também colecionou revezes. A maioria quando assumiu a vida artística no Rio de Janeiro na década de 1970. Coleção que começou a se desfazer depois de lançar seu segundo disco de carreira, Olho de peixe

28 12 2013

Quando quiserem...

Max Eluard – Chegou, chegou, chegou. (...) Vai lá, Tacioli. (...)   KK Mamoni (empresário de Lenine) – Boa tarde, boa tarde. Edson Natale – E aí, como está? KK Mamoni – Quanto tempo! Giovanni Cirino – E ainda por cima aqui tem umas orquídeas... Max Eluard – Vamos

28 12 2013

Tenho todas as turnês em forma de planta

Max Eluard – Qual é o nome científico daquela ali [apontado para uma orquídea do jardim do Espaço Revista Cult]? [ri] Lenine – Essa aí é uma Faleanópolis, mas é hibrida, misturada... Ela é mais fácil de hibridar... Eu posso falar disso? [ri] Max Eluard – Pode, claro! Lenine

28 12 2013

Catalogar as coisas vem de criança

Tacioli – Lenine, você falou que não brinca de Deus... Lenine – Não, eu não gosto, eu gosto das espécies. Isso não quer dizer que, se você quiser me dar (uma orquídea)... Eu levo tudinho. [ri] Max Eluard – Você não é um purista. Em seu orquidário não tem só... Lenine –

28 12 2013

Eu tinha dificuldade de lidar com o ser humano

Tacioli – Lenine, você falou que começou criança essa história de coleção. Tem alguma aventura desse período que você se lembra lá em Recife? Lenine – Ah, várias, cara. Tacioli – Uma inesquecível? Lenine – A Recife que eu trago na memória é uma Recife repleta de infânc

28 12 2013

Meu pai queria o socialismo

Max Eluard – Agora, essa coisa política ficou muito em você, esse olhar pro mundo politicamente. Lenine – Ah, sim, ah, sim, porque foi um exercício diário. O lado do almoço era com minha mãe. É mais sagrado e ele respeitava, mas a plenária era no jantar e gente conversava sobre tud

28 12 2013

Durante muito tempo o mundo sorriu amarelo pra mim

Tacioli – Lenine, você falou que está com 53 anos. Falamos sobre a infância, adolescência... Como é a sua relação com o tempo, com o envelhecimento? Lenine – Um pouco frustrado, porque eu queria ter uma cabeça assim, grisalha, mostrando os cabelos (brancos)... [risos] [n.e. Referê

28 12 2013

Sempre persegui uma certa estranheza

Max Eluard – Essa coisa que você falou do mundo ter sorrido amarelo pra você, percebo um pouco isso na evolução da sua carreira, que você nunca teve um momento de estourar; a construção foi muito gradativa, pela insistência, né? Lenine – Cabeça dura! Eu fui cabeça dura, todo mun

28 12 2013

Meus primeiros amigos foram Jorge Aragão, Zeca Pagodinho...

Tacioli – Lenine, em uma entrevista, você disse que depois de gostar do progressivo afirmou que ele era cafona demais, né? Lenine – É verdade! [risos] Essa palavra “progre” ficou associada àqueles tecladozinhos, aquelas coisas meio... Max Eluard – Rick Wakeman. assuntos relac

28 12 2013

Falar sobre o que você faz é uma temeridade

Tacioli – Você falou de vários amigos que estavam com você nesse percurso. Quem tinha ficou pelo caminho que tinha talento... Lenine – Não, ninguém ficou pelo caminho, vários... Max Eluard – Tomaram outro caminho... Lenine – Tomaram outro caminho, é isso aí, descobriram outr

28 12 2013

(Com o Grupo Corpo) eu vi a música que faço

Tacioli – E no processo de criação, tem algum momento que se repete e você preferiria que aquilo não se repetisse? Lenine – Não. O momento de criação é muito volátil. Eu não preciso de um ritual pra compor. É mais assim: vou fazer. Mas nem sempre você faz. É por isso que eu t

28 12 2013

O que faço é política, não é partidarismo

Natale – E com essa consolidação de sua carreira, algumas pessoas te assediam para (ingressar na política)? O Chico César agora é secretário de Estado... Lenine – Comigo não cola, não! Natale – Mas não chegam...? Lenine – Cola, não! Natale – Você tem uma visão políti

28 12 2013

Eu acho que sou isso: cantautor

Tacioli – Lenine, você falou da carta branca e das gravadoras. Hoje ainda você não tem a carta branca quando fala “Tenho um trabalho novo”? Lenine – Ah, mas não ofereço mais, não. Há muito tempo que eu não ofereço nada. Tacioli – Mas tem essa procura? Hoje a indústria vive

28 12 2013

O violão é o timão da história

Tacioli – Um pouquinho antes dessa pergunta, quando você tem um produto para apresentar, este é o momento de... Lenine – De falar... Tacioli – De falar! Mas como você se vê na história da música brasileira? Lenine – Como eu vejo? Tacioli – Você se vê um... Lenine – Eu

28 12 2013

Kubrick é uma puta inspiração

Cirino – Nessa história com o violão, você compõe usando somente o instrumento, sem a voz? Lenine – Sim, sim, muito. Todo o Breu foi instrumental. Aí uso só o instrumento. Mas acontece também das canções “psicofonadas”. Parece que elas já existiam em algum lugar, num limbo...

28 12 2013

Nunca me senti tão exposto quanto nesse espetáculo

Max Eluard – Tem uma coisa dele [do cineasta Stanley Kubrick] que é totalmente diferente de você: pelo que eu li, você gosta de trabalhar sempre com as mesmas pessoas, tem um núcleo que você sabe que é fiel. Lenine – É, é. Max Eluard – Já o Kubrick, ele desmanchava a equipe int

28 12 2013

Evito interpretar música dos outros

Tacioli – Lenine, a gente está quase encerrando... Só tem mais uma (pergunta)... Lenine – Mas o papo foi bom pra caralho... Tacioli – Lenine, de Lênin a Deus, do material ao espiritual, qual a sua relação com esses dois planos. Natale – Pergunta bem simples. Cirino – Só pra