gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Jornalismo cultural

resultado encontrado

09 07 2012

Jornalismo aberto para balanço

Entrevistar figuras que não são artistas, mas que têm uma relação estreita com a música brasileira, é um dos parágrafos da carta de intenções do Gafieiras. Apesar de contar com mais de 30 entrevistas publicadas nas costas, apenas uma respeita essa exigência: aquela que fizemos com o produ

09 07 2012

Um dos planos era produzir um disco para o Ronnie Von

[Enquanto a equipe ajusta a parafernália e aguarda a chegada de Alexandre Matias...] Ricardo Alexandre – Mesa de som, velho? Quando eu tinha banda em Jundiaí não tinha isso, não? [risos] Ricardo Tacioli – Vai lá, Ricardo... Ricardo Alexandre – Oi! [canta com voz empostada] “Th

09 07 2012

Todo mundo é repórter agora

Tacioli – Bom, geralmente as entrevistas do Gafieiras são com artistas, a única exceção foi com o Fernando Faro, que é produtor... Almeida – O que é uma falha! Sempre quisemos falar com pessoas ligadas à música, mas não somente artistas... Ricardo Alexandre – Você está ach

09 07 2012

A Bizz era um morto muito louco

[Chegam Max Eluard e Rune Tavares, entrevistadores e responsáveis pelo registro audiovisual] Dafne – Você leu a entrevista que o Alexandre deu para o Digestivo Cultural? Ricardo Alexandre – Li um pedaço, ou melhor, pedaços. [ri] Vi que ele falava de mim. Dafne – Foi, sobre a Bizz

09 07 2012

Os artistas sempre decepcionam a gente

[Chega o último entrevistado, Alexandre Matias] Ricardo Alexandre – E também tem outra: a gente precisa dimensionar o Brasil dentro dessa... [Cumprimenta Alexandre Matias] E aí, tudo bem? Alexandre Matias – Papo sério meu, que é isso? Ricardo Alexandre – Agora que a gente ia con

09 07 2012

O Jota Quest tem o que dizer?

Tacioli – Essa crise não seria devido à falta de uma melhor percepção das empresas, das revistas? A impressão que tenho é que todo mundo hoje em dia ouve música mais que na época do walkman... Ricardo Alexandre – Mas é mais dispersivo também. Matias – Mas de que empresa você

09 07 2012

A minha liberdade era falar mal de todo mundo

Max Eluard – Seja para a Carta Capital, para a Folha ou para a Bizz, vocês escrevem sobre o que vocês querem ou existe um direcionamento? E mesmo quando vocês escrevem sobre o que querem, o que guia vocês? É o que estão a fim de escrever ou tentam ver o que é mais importante, o que é ma

09 07 2012

Somos ainda muito pautados pelo mercado

Matias – Hoje tenho a tranquilidade de falar “Não, não quero fazer essa pauta”, saca? Só que bem ou mal você está sendo pautado, existe, sim, um processo de escolha que vem do mercado. Eu não vou falar de um disco que descobri essa semana, a não que o Ricardo está editando a Bizz

09 07 2012

“Queremos alguém para o lugar do PAS”

Tacioli – Há jornalismo musical no Brasil? Matias – Claro, aos montes, só que não nos veículos tradicionais e não tão bom como poderia ser, entendeu? Ricardo Alexandre – Eu só me ressinto um pouco da gente não ter tido uma evolução no que ser poderia chamar de jornalismo mus

09 07 2012

O cara pediu desculpa por ter feito o disco

Max Eluard – O que movia isso? Era para ser amigo do artista? Matias – Ego mesmo. Ricardo Alexandre – Tem um pouco de ego, sempre tem... Pedro Alexandre – Mas tem de pensar no cansaço desse polemismo. Ricardo Alexandre – Tem a ver com isso também e, embora eu seja da geração

09 07 2012

Não há notícia no fato do Caetano lançar um disco

Max Eluard – Entre polêmicas e amizades com festas coloridas, qual é o papel do jornalista musical? Matias – Acho que o mesmo papel do jornalista em geral, descobrir coisa nova, apurar e levar a informação ao leitor. Pedro Alexandre – A minha ambição, além disso que você falo

09 07 2012

A Tim ganha 60 capas de caderno cultural por ano

Max Eluard – Em qualquer revista ou jornal com um seção de cultura tem três ou quatro discos indicados. E sempre pensei o que fazia com que aquele veículo indicasse aqueles três ou quatro discos. Aí vem a pergunta: qual a relação da indústria fonográfica com os veículos de comunica

09 07 2012

Peguei repulsa do Tim Festival

Max Eluard – Mas esse cara não está consumindo música, está consumindo um “auê”, uma imagem que foi criada em seu imaginário e que ele tem de fazer parte. Pedro Alexandre – Eu diria mais: muitos estão comprando o telefone Tim e ajudando a financiar uma coisa que está acabando

09 07 2012

Nos anos 60, os festivais eram batalhas de singles

Max Eluard – É engraçado como se apropriaram desse termo “festival”. Festival do quê? Matias – É um festival de música ainda. Max Eluard – Mas na acepção que temos na nossa memória cultural, festival era o que se fazia nos anos 60, 70. Dafne – Uma competição, você

09 07 2012

Agora vou defender os artistas

Dafne – Alguém quer beber alguma coisa? Matias – Café você tem? Ricardo Alexandre – Café. Dafne – Café? Tenho. Almeida – Três. Max Eluard – Quatro. Ricardo Alexandre – Quer aproveitar a minha xícara? [risos] Dafne – Opa, claro! Pedro Alexandre – Isso

09 07 2012

Jornalismo é publicidade

Pedro Alexandre – Eu vou falar dos anos 70, depois você completa com os 80 e aí a gente vê se chega nos 90, 2000. Nos anos 70 quem fazia jingle comercial era Rogério Duprat, Marcos Valle, Paulo Sergio Valle, Zé Rodrix... Matias – Mutantes, né? Almeida – Mutantes, da Shell. Ric

09 07 2012

Escrevi muitos releases de artistas sertanejos

Matias – E o que você ganha fazendo o seu blog? Pedro Alexandre – Prazer e comunicação. Isso é importante, porque me comunico com as pessoas no meu blog. Na Folha eu não me comunicava. Eu era uma ilha. Tacioli – Mas no blog você exerce a função de jornalista ou de um escritor?

09 07 2012

Não tem como artista gostar da gente

Tacioli – Mas, Pedro, fora o enxame, qual é o barato de trabalhar na Folha? Pedro Alexandre – É legal à beça. Ricardo Alexandre – Mas antes de você responder é bom falar como era legal trabalhar na Folha na época do projeto “Folha um milhão", na época em que as pessoas liam e

09 07 2012

A tendência é sair do especialista e ir pro generalista

Dafne – Mas esse “tanto faz” que está movimentando e atormentando todo mundo vai continuar? Ricardo Alexandre – O Matias acha que não. Eu acho que sim. Matias – Esse “tanto faz”, na verdade, são duas coisas. Por um lado é “tanto faz” e por outro “tudo é do caralho”.

09 07 2012

São cinco famílias que definem o que vamos ler e assistir

Tacioli – Saiu agora pela Funarte uma edição fac-símile da Revista de Música Popular, dos anos 1950 e 60, que fala um pouco de tudo. [n.e. Na verdade, os 14 números da revista comandada por Lúcio Rangel e Pérsio de Moraes foram editados entre 1954 e 1956] Parece-me que é muito próximo

09 07 2012

Marisa Monte e Calypso são do mesmo planeta

Max Eluard – Tem alguma coisa de música brasileira, mesmo um disco de algum artista consagrado, que nos últimos anos os surpreendeu? Almeida – E aproveitando: a Marisa Monte é uma figura que não precisa dessa estrutura para criar expectativas? Ela independe disso? Pedro Alexandre – 

09 07 2012

Adoraria que o Roberto Carlos fosse como o Caetano

Ricardo Alexandre – Veja se isso casa com os que vocês falaram: hoje a gente tem uma percepção mais horizontal da música que não havia nos anos 80. Por exemplo: lembro que quando peguei na mão a capa do Ziggy Stardust, do David Bowie [n.e. Disco de 1972], eu fiquei louco. "É assim a capa

09 07 2012

Na Folha tinha a ilusão de falar pra 300 mil pessoas

Tacioli – Será que quando se pensa em jornalismo musical e internet, a gente só trata de um tipo de música, de gênero e de público? Encara a música como produto e esquece um outro lado que é o da curtição pra todo mundo... Matias – Do prazer. Tacioli – Se você pensa desse jeit

09 07 2012

Seu Jorge é revanchismo social transformado em música

Tacioli – Mas como atingir esse público que consome música, seja qual for esse consumo de música, comprando disco, baixando músicas...? Claro que existe o fato de que a cultura artística não está na lista de prioridades da família brasileira. Ricardo Alexandre – Mas você acha que a

09 07 2012

Não sei como gravadora não faz camiseta

Dafne – Somos uma das últimas gerações que pegou uma série de mudanças de plataforma, do vinil para o CD, do CD para o MP3. Como foi pra vocês essa transição como consumidores de música? Pedro Alexandre – Acho que somos um contra-exemplo um do outro. Pra mim foi traumático. Ricar

09 07 2012

A memória está ao alcance de cada um

Max Eluard – Mas somente pra completar esta questão... Ricardo Alexandre – Não vá esquecer o Pedro! Pedro Alexandre – Posso não responder. Acho ótimo! [risos] Max Eluard – O Matias citou essa história do DJ Dolores. Vocês vêem na indústria fonográfica brasileira algum movim

09 07 2012

Fizemos uma revista que dava a impressão de ser grande

Pedro Alexandre – Quero virar a mesa e fazer uma pergunta pra vocês. Como oGafieiras sobrevive? Max Eluard – Da nossa mensalidade. Dafne – Que está atrasada. Ricardo Alexandre – Nossa de quem? Max Eluard – De nós quatro, que pagamos mensalmente um dinheirinho para manter o G

09 07 2012

Cada número da Bizz era uma vitória

Ricardo Alexandre – Outro dia alguém veio me dizer (sobre o fim da Bizz): “Ah! Eu já sabia”. Gostaria de dizer aqui, publicamente, que eu sabia muito antes. [risos] Tenho um e-mail da direção, do fim de 2005, dizendo que a Bizz não ia entrar em 2006. “Eu já sabia?” Eu já sabia mu

09 07 2012

De editor virei gestor

Ricardo Alexandre – Então os especiais fracassaram, não se provaram na banca. E numa dessas mudanças de mentalidade dentro da editora, que só quem trabalha dentro de uma estrutura dessa entende, os especiais passaram a ser mal vistos. Aí, a gente inventou uns “truques” pra manter a Biz

09 07 2012

A Editora Abril não sabia da existência da Bizz!

Max Eluard – A Editora Abril não levou o projeto a sério? Ricardo Alexandre – A Editora Abril não sabia da existência da Bizz! [risos] Matias – Estava embaixo da escada. [risos] Max Eluard – Era o sétimo andar e meio. [risos] Ricardo Alexandre – A gente tinha uma brecha da