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Entrevistas de música brasileira

Heraldo do Monte

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06 05 2014

Voa, Heraldo

A máxima de que “se morasse nos Estados Unidos ou em algum país da Europa, ele seria rico” serve para Heraldo do Monte. Elogiado pelo guitarrista e jazzista norte-americano Joe Pass (1919-1994), que o considerou um dos maiores em seu instrumento, o músico nascido em Recife (PE) em 1o de maio

06 05 2014

A viola é um instrumento muito patrulhado

[Ricardo Tacioli fala sobre o Gafieiras enquanto o equipamento da entrevista é montado] Heraldo do Monte – É um leque bem aberto. Ricardo Tacioli – É. Nosso interesse é ouvir as histórias. Claro que a gente inova os temas, dá uma provocada, mas é um bate-papo. E essa entrevista p

06 05 2014

Nossas férias são com móveis

Tacioli – Heraldo, você falou de futebol. Tirando o Corinthians, você torce pra quem? Heraldo do Monte – Vem assim: Náutico, Flamengo, Santos. Náutico, Flamengo, Santos. De vez em quando eu empato comigo mesmo, ganho de mim mesmo, e assim vai. A Lurdes vai para o Sul. Eu fico por aqui.

06 05 2014

Nunca fumei maconha. Não é uma vergonha?

Tacioli – Max, o Fellipe já está chegando na Vila Madalena. E o Eric falou que vai chegar dez para as oito. Max Eluard – Eu vou ligar a câmera, então. Tacioli – Tá bom. Eu trouxe uns petits fours. Heraldo do Monte – Petits fours? Tacioli – É, petits fours. Uns docinhos, sei l

06 05 2014

Pode botar o queixinho aqui?

[Chega Fellipe Ciccone, responsável pela transmissão web da entrevista] Tacioli – Entre! (...) Senhoras e senhores, Fellipe Ciccone. Fellipe Ciccone – Olá, boa noite. Heraldo do Monte – Cadê o apresentador? Como é seu nome? Ciccone – Fellipe. Heraldo do Monte – Oi, Fellipe,

06 05 2014

Só dava para tocar "Asa branca" e "Oh! Susanna"

Tacioli – Você fez algum pacto pra tocar viola, Heraldo? Heraldo do Monte – Rapaz, me deram um negócio de cobra. Falei: ”Quem foi que me deu?”. “Um violeiro lá de...” Como é o nome para o lado de Goiás? Lurdes – Chapada dos Veadeiros. Heraldo do Monte – Chapada dos Veadei

06 05 2014

Não gostava das coisas convencionais

Tacioli – Nessa época, o que representava pra você a música? Participar de uma banda dava um status na cidade, ali no bairro? Perdoe-me Dona Lurdes, mas o mulherio, as meninas o viam de forma diferente? Heraldo do Monte – Eu ainda estava meio adolescente. Era muito tímido, muito na minh

06 05 2014

Coisas do famoso bom gosto da classe média da época

Max Eluard – Quando e como foi a vinda pra São Paulo, Heraldo? Heraldo do Monte – É o seguinte: uma noite a gente estava tocando com o Walter e entrou uma moça. Uma cantora. Havia a Rádio Jornal do Commercio, ainda não existia televisão. E tinha uma rádio que tinha programas de audit

06 05 2014

Dolores era uma tremenda improvisadora

Tacioli – Você veio para São Paulo em 59. A bossa nova, principalmente em São Paulo a partir dos anos 60, já toma espaço. A bossa nova te interessou profissionalmente como um caminho, “Com isso aqui vou longe”? Heraldo do Monte – Eu estava em Recife ainda quando tive contato com o

06 05 2014

“O Hermeto é muito feio!”, disse o diretor

Tacioli – Heraldo, da vinda de vocês para São Paulo: vocês traziam o som de Pernambuco, alguma coisa de Recife? Heraldo do Monte – Ainda não. Estava aqui só, na cabeça. Isso só veio despertar quando a gente fez o Quarteto Novo. Tacioli – Mesmo o Hermeto? Heraldo do Monte – Tamb

06 05 2014

O ambiente da Jazz Sinfônica era muito ruim

Max Eluard – Mas, nesse momento, depois da experiência com o Quarteto Novo, sua carreira mudou de caminho musical. Heraldo do Monte – Sim, sim. A gente é livre pra tocar o que quer, mas, de vez em quando, volta e usa... Como a gente já tinha dominado essa outra linguagem, já tinha feito

06 05 2014

A gente foi para a França acompanhando o Edu Lobo

Manu Maltez – Você sempre ouviu música erudita... Heraldo do Monte – Sempre, sempre. Manu Maltez – Vi você falar de Stravinsky numa entrevista. Heraldo do Monte – Sim, eu gosto. Manu Maltez – Desde Recife você já ouvia? Ou foi uma coisa aqui em São Paulo? Heraldo do Monte

06 05 2014

"As músicas do Elomar não têm espaço pra nada"

Max Eluard – E a experiência do ConSertão? Heraldo do Monte – Foi legal também. Max Eluard – Foi um outro momento, vocês muito mais maduros, mas também um grupo com quatro que se juntaram... Heraldo do Monte – É verdade. Max Eluard – Como foi? Heraldo do Monte – Eu estava

06 05 2014

O Som da Gente dava liberdade total

Tacioli – Heraldo, vamos falar de um outro período, o do Som da Gente. Foi uma experiência importante em São Paulo para a música instrumental, dos anos 80 ao início dos 90. Como foi isso pra você que integrava o Grupo Medusa, não? Heraldo do Monte – A gente gravou com o Medusa no So

06 05 2014

Não gosto de tocar sozinho

Tacioli – Heraldo, tem uma frase na Internet, fala se é sua: “Quando você vai amadurecendo, você vai ficando mais romântico, menos rítmico e mais melódico”. Heraldo do Monte – Pode ser, pode ser. Tacioli – Pode ser sua essa frase? Heraldo do Monte – Pode ser minha. Tacioli

06 05 2014

O folclore é dinâmico

Tacioli – E qual é a sua relação hoje com Pernambuco e Recife? Heraldo do Monte – Há uns três anos eu passei dois anos lá. Minhas férias são assim: eu levo os móveis e vou fazer o que eu chamo de “uma atualização cultural”. A gente já foi, sei lá, umas 15 ou 20 vezes nessa.

06 05 2014

Curto as coisas que eu fiz

Manu Maltez – Heraldo, como é o seu processo de composição? Heraldo do Monte – Varia. Tem duas músicas que eu fiz que foi interessante (o processo). Foi dado de graça. Eu acordei com ela na cabeça. Acho que estava sonhando com ela. Cheguei e escrevi. É o “Esperando a feijoada”, a

06 05 2014

Tive convite para morar no exterior

Tacioli – Heraldo, você lida com Internet, mexe com computador. Já teve flertes com a música eletrônica, teve interesse em trabalhar com outras texturas? Heraldo do Monte – Nunca pensei em misturar (a minha música) com música eletrônica. Talvez entra aí o romântico. Talvez eu ache

06 05 2014

O Brasil não tem uma linguagem de improvisação

Tacioli – Heraldo, você sente falta de reconhecimento? Você acha que poderia ser mais reconhecido no seu trabalho? Heraldo do Monte – Rapaz, não. Muito músico de jazz e desse tipo de música embarca pelas drogas porque não entende uma coisa: a gente nunca vai entrar no coração de uma