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Entrevistas de música brasileira

Gaby Amarantos

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21 02 2015

Pará bem de perto

Depois de quase uma hora de táxi, da Rua Avanhandava até um cruzamento da Av. Paulista, Gaby Amarantos não se importou em fugir do congestionamento por meio da Linha Verde do metrô. Anônima e tímida, ouvia atentamente a história do site que logo mais a entrevistaria. Realizada em abril de

21 02 2015

Tinha que ter um açaí

[Gaby Amarantos, Ricardo Tacioli e Dafne Sampaio chegam ao apartamento do Max Eluard, local da entrevista] Gaby Amarantos – Olá, boa noite. Julio de Paula – Olá, prazer, Julio. Mauricio Pereira – Opa! Mauricio! Tudo bom? Gaby Amarantos – Tudo ótimo. Edson Natale – E aí, t

21 02 2015

Amo o Frankito!

Tacioli – Gaby, se você puder falar um pouquinho como a música passava na sua casa quando você era menina. O que você lembra disso? Mauricio Pereira – Em que ano você nasceu? Gaby Amarantos – 78. Eu sou nascida e criada num bairro que se chama Jurunas, que é o maior bairro de per

21 02 2015

Sentia uma energia cantando nas missas

Tacioli – Gaby, você falou de tudo que gostava. Muita coisa. Mas o que você não gostava de ouvir? Gaby Amarantos – Eu não entendia o hard core ou quando ouvia aquele heavy metal. Quando eu era garota eu não entendia aquilo. Eu achava meio estranho. Era a única referencia que eu lembr

21 02 2015

Dona Onete é o Mestre Verequete de saia

Julio de Paula – Você desde criança ouvia e cantava carimbó? Gaby Amarantos – Eu tenho uma história com o carimbó. Uma finada tia, Ana Lúcia, me ingressou nas artes. Ela fazia a gente fazer teatro e a cantar em datas específicas – Dias das Mães, Dia dos Pais, Natal, Dias das Cria

21 02 2015

Se não tiver aparelhagem, a festa não bomba

Tacioli – Nesse emprego você tinha quantos anos? Gaby Amarantos – Acho que eu tinha 21, 22 anos. Tacioli – E já estava cantando em barzinho? Gaby Amarantos – Já estava cantando. Larguei o emprego por causa da música. Dafne Sampaio – Durou quanto tempo? Gaby Amarantos – Do

21 02 2015

”A gente vai jogar ovo nela!"

Natale – Quando você falou do pessoal da MPB: “Você poderia ser uma cantora de MPB e está louca de ir para o tecnobrega”. Na própria Belém existe preconceito ainda. Gaby Amarantos – Sim, sim. Agora mais por parte das elites. Ainda existe, mas eu já sinto uma aceitação muito gra

21 02 2015

Era a filha da lavadeira que estudava na escola particular

Max Eluard – Gaby, de onde vem esse preconceito? E por que você a sua música conquista as pessoas? Onde a sua música quebra com esse preconceito? Gaby Amarantos – Eu acho que essa coisa do preconceito me favorece, porque a pessoa já está ali com uma aversão, “Não quero ver isso”

21 02 2015

Bebo na fonte da Tati, Beyoncé, Tina e Thierry Mugler

Tacioli – Gaby, como você transporta essa sua história e os preconceitos sofridos para a sua música, você que é autora de mais de 300 composições? Mauricio Pereira – Vou pegar carona. Então, qual que é sua parte Beyoncé, qual que é sua parte Tati Quebra-Barraco e qual que é sua

21 02 2015

Sou a única com voz grave que não quer cantar como a Joelma

Max Eluard – Gaby, você tem formação musical? Gaby Amarantos – Nada. Max Eluard – Você fala com tanta propriedade... Gaby Amarantos – É porque eu sou abusada mesmo. Mas nada. Na igreja eu lembro só o que eles ensinaram, que foi legal, foi aprender a aquecer a voz pra não fica

21 02 2015

Você já ouviu falar em samba de cacete?

Tacioli – Você comparou o tecnobrega com o funk, mas a lambada teve também um movimento, muita gente e depois sumiu. Gaby Amarantos – Eu não vejo muita gente... Julio de Paula – A lambada tinha uma coisa da indústria fonográfica... Max Eluard – Não era uma coisa que surgiu...

21 02 2015

Meu apelido lá é Xuxa dos Jurunas

[O fotógrafo Renato Nascimento se despede] Gaby Amarantos – Pronto, gente! Agora tá carregando. O fotógrafo já fez foto bastante, já tá liberado. Eu até vinha com um figurino... Tacioli – Qual figurino? Gaby Amarantos – Eu vinha com um figurino com a cabeça, com um olho de pi

21 02 2015

Religião é uma coisa, arte é outra

Tacioli – Você disse que o Rec-Beat foi um capítulo importante. O que essa exposição afetou sua vida cotidiana? Gaby Amarantos – Eu tive o Davi. Quando fui cantar no Rec-Beat, o Davi estava com quatro meses, eu estava recém-parida. Estava numa fase deprê, não queria mais, estava pen

21 02 2015

Quero apresentar a riqueza do Pará

Dafne Sampaio – Do ano passado pra cá que você está atingindo mais gente fora de Belém. Você tem algum receio de enfrentar um certo mal estar local? Algo como “A Gaby agora...”. Max Eluard – Bateu asas, não é mais nossa. Dafne Sampaio – É, a Gaby não é mais nossa Mauric

21 02 2015

Sou Gabriela!

Julio de Paula – Uma bem fácil: como nasceu o seu nome? Gaby Amarantos – Ah, legal essa, muito boa! O meu nome é Gaby Amarantos, meu sobrenome é Amaral dos Santos. Dafne Sampaio – Amarantos é... Gaby Amarantos – É uma junção... Julio de Paula – Ela juntou os dois nomes...