gafieiras

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Entrevistas de música brasileira

Forró

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11 11 2006

Dentro da sala de controle

“O que vocês vieram fazer aqui?!”, fuzilou um segurança, mais cansado que autoritário, na entrada do condomínio residencial de alto padrão em São Bernardo do Campo, o B do ABC paulista, onde mora o compositor, cantor e instrumentista Francineto Luz de Aguiar, o Frank Aguiar, um dos pioneir

11 11 2006

Eu levei uns 20 tiros!

[A equipe do Gafieiras ajeita seus equipamentos, mas já com o gravador ligado] Daniel Almeida – Você é supersticioso, Frank? Frank Aguiar – Muito. Sou sofredor. Muitas vezes fica aquela coisa na cabeça... Hoje eu saí, estava com o pequenininho [n.e. Breno, seu filho mais novo] e

11 11 2006

Quando meu olho direito treme...

Almeida – Ô, Frank, e não há pressentimento de coisas boas? Frank – Tem, e de muitas coisas boas. Eu sinto todos os dias, todos os assessores já sabem. Quando eu falo, eles ficam com medo... Anteontem eu ia fazer uma viagem para o Xingu com o comandante da Aeronáutica, onde caiu o a

11 11 2006

Nunca tinha visto um prédio alto na minha vida

Tacioli – Como será seu cronograma, Frank? Frank – Final de semana, show; e durante a semana, Brasília. Tem que fazer show até porque salário de deputado não dá para pagar pensão, não. [risos] Tem uns três pensionistinhas aí... Tacioli – Mas aí durante a semana não tem sh

11 11 2006

“Deputado, com que roupa o senhor virá?"

Tacioli – Que imagem você tinha de São Paulo? Frank – A cidade dos sonhos, onde se ia pra realizá-los. As pessoas chegavam lá, todo mundo bem, diferente, pele limpa, o frio aqui ajuda, o clima. E lá é o calor que maltrata, é a terra seca, é a fome, é tudo. E as pessoas que vinha

11 11 2006

Quero ser político pra servir

Tacioli – Não somente em relação à carreira política, mas à música, você sente falta de interesse dos jornalistas, pelo menos daqueles dos grandes veículos? Existe essa falta de reconhecimento? Frank – Eu sinto falta. Tenho feito muitas entrevistas, porém elas não repercutem m

11 11 2006

Eu era um estudante revolucionário

Dafne – Você falou que é um antigo projeto seu, desde quando você fundou o diretório. O diretório era do PSDB, né? Frank – Era. É porque em cada local nesse país a regional é diferente. Dafne – O que estava na sua cabeça quando você fundou o diretório e quando começou a te

11 11 2006

A vontade é de querer salvar o mundo

Almeida – Frank, você vê pares que compartilhem de seu discurso político no Congresso? Frank – Eu vejo, eu vejo. Tem bons políticos. A questão é que a notícia ruim generaliza, ela rouba a cena. Eu diria que há mais bons políticos que ruins. Almeida – Digo isso porque muito s

11 11 2006

Comprei a casa que hospedou Luiz Gonzaga, meu ídolo

Tacioli – Frank, mudando um pouco o tema, quais são suas lembranças da sua casa na infância? Frank – Eu nasci numa casinha pequena. Vou agora no mês que vem passar o Natal com meus familiares e amigos de infância. A casa era muito pequenininha, muito simplesinha, e não era do meu p

11 11 2006

Reproduzia meu show em fitas e levava para o camelô

Tacioli – Quando você lembra dessa época de moleque, qual história lhe vem à memória? Frank – Tenho tantas histórias. Eu tinha um carro, o primeiro carro, que transportava a minha banda, com o qual a gente andava 20 quilômetros e 10 empurrava, porque eu tinha limite até pra colocar

11 11 2006

“Me dê esse direito de estudar, padre”

Almeida – Frank, como foi sua convivência com o meio acadêmico na época da Universidade Federal? Frank – Era taxado de turista. [risos] Mas foi muito boa. Brinco assim, mas faltei o que era permitido; não ultrapassei os 25% que a faculdade não permite. Mas faltava à algumas aulas p

11 11 2006

"É, filho duma égua, queria estar na sua pele!"

Tacioli – Você tocava as músicas religiosas. Frank – Sim. Mas somente para justificar aquilo que eu disse: ninguém duvida do que eu quero, do que você quer; a gente não tem que duvidar de ninguém, as pessoas têm que saber o que querem. Viu que trabalhão que deu? Era um monte de fi

11 11 2006

Tenho quase todos os discos do Fagner

Tacioli – Frank, não sei como você está com o horário. Frank – Eu estou bem, estou tranqüilo, vamos conversar. Tacioli – [retorna à pergunta] Quando moleque, qual era sua imagem de artista de sucesso? Frank – Eu sempre sabia o que eu queria. Tacioli – Mas você consegue d

11 11 2006

Acordei cedo para esperar o Gonzagão

Tacioli – Você falou e sempre cita o Luiz Gonzaga. Você chegou a ter contato com ele? Frank – Tive em Itainópolis, a cidade onde nasci, quando ele tocou na vaquejada - aqui é o rodeio e lá é a vaquejada. E ele era o rei das vaquejadas, assim como os sertanejos são do rodeio. No di

11 11 2006

Tenho canções que falam de amor

Tacioli – Você vê o forró como uma coisa só, apesar dessas diferenças? Frank – Sim, sim, cada um contando um segmentozinho, mas dentro de um movimento só, o forró. É o Calcinha Preta, é o Luiz Gonzaga, é o Frank Aguiar, é o Falamansa, é o Dominguinhos, é o Magnífico, o Zé

11 11 2006

Piauí é um berço inesquecível

Almeida – Frank, fora a família, o que você carrega do Piauí? Ou o que é o Piauí pra você? Frank – O Piauí é um berço inesquecível. Um berço em que eu aprendi, onde tive uma educação básica que jamais vou esquecer. Os meus pais, os meus amigos... Com uma vida diferente da d

11 11 2006

Está tudo no meu museu

Tacioli – Você se lembra de alguns artistas de referência do Piauí? Frank – Lembro. Assis Batista foi um artista de sucesso que deixava eu pegar as caixas de som dele. Quando cheguei pra estudar no Colégio Diocesano, na mesma rua do pensionato em que eu morava, na Simplício Mendes,

11 11 2006

E aí surgiu o movimento de teclados no Brasil

Almeida – Frank, você achava que ia fazer a música que você faz hoje? Naquela época, você já sabia qual a música que iria fazer ou simplesmente queria ser famoso? Frank – Eu queria tocar forró. Eu não queria ser famoso, queria realizar meu projeto. Eu tinha vergonha, até hoje s

11 11 2006

Eu viajava em avião próprio

Almeida – No meu prédio, o zelador também era uma outra coisa dos teclados, apresentava-se ali no Largo da Batata [n.e. Localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo]. Frank – E aí fui contratado. Ganhei os teclados da Korg, porque ele queria que eu tocasse Korg. Na época o cara v

11 11 2006

Vendo ilusão

Tacioli – Quando você deixou o cabelo comprido? Frank – Foi nesse dia também que eu disse que não cortaria o cabelo e que usaria o chapéu em todos os shows e, no final, jogo o chapéu. Eu sempre deixo o chapéu pros fãs. Ontem deixei, hoje vou deixar. Já é um chapéu bonito, com a

11 11 2006

Frank acústico, voz e violão

Tacioli – No material que a gente levantou pela Internet há umas aspas que não sei são autênticas, em que você diz que “Toco o que vende”. Frank – Não! Mas seria crueldade da minha parte dizer que eu só toco o que satisfaz o meu ego. Tem que ter três coisas: o meio, sempre faç

11 11 2006

A música que faço é maravilhosa, alegre

Almeida – Tem muitos artistas que se consagram junto a uma classe sócio-econômica mais baixa e, depois de um tempo, desejam alcançar outro público, como se houvesse algum glamour na música que este novo público ouve. Você pensa nisso? Frank – Não, eu não penso nisso. Até porque a

11 11 2006

Dominguinhos e Oswaldinho: um melhor que o outro

Tacioli – Frank, você começou tocando sanfona. Tem admiração por outros sanfoneiros, tirando o Luiz Gonzaga? Frank – Tem dois caras que sou fanático. Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeom. Eles são monstruosos, um melhor que o outro, e diferentes. O Dominguinhos é aquele cara que tr

11 11 2006

O que faz do rap um sucesso?

Almeida – Frank, você acompanha o que se faz em música, as tendências, os sucessos? Tem algo que chama sua atenção? Frank – Por ser músico, eu curto a música, fico curioso com cada surgimento, com cada segmento, com cada estilo de música, mas por praticar tanto esse ritmo eu fico m

11 11 2006

A política é um negócio fascinante

[Frank senta ao piano de cauda da sala e toca um trecho de "Let it be", dos Beatles, e "Right here waiting", de Richard Marx] Frank – Música é um troço tão gostoso, é um vício, assim, como se fosse... Tacioli – Como falamos dos sanfoneiros, você tem também admiração por algum

11 11 2006

Quanto mais perto do gol, melhor

Almeida – Mas você sempre desenhou essas coisas ou elas foram acontecendo? Frank – Não, estava tudo na cabeça. Sonhei com uma casa assim. Comprei um terreno. "Quero um andar com um estúdio, com rádio...” E aí em cima tem as salas, as suítes. E mais em cima tem um sótão maravilh