gafieiras

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Entrevistas de música brasileira

Cordel do Fogo Encantado

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03 07 2012

Antes e depois dos mouros

Era a primeira entrevista que faríamos com músicos da nossa idade, a maioria, na verdade, mais jovem. Apesar de conhecer o CD, ainda não os tinha visto tocar. Acidentalmente, na noite anterior, vi o grupo em um canal a cabo, fazendo o maior barulho em uma apresentação ao vivo. "A TV prejudica n

03 07 2012

Arcoverde nasceu do pouso e da passagem de almocreves

Ricardo Tacioli – Quem não tem cerveja? Max Eluard – Cerveja? Aceito. Lirinha – Hoje é segunda, né? Boêmia pesada! [risos] Tacioli – Depois do meio-dia, tudo bem. Nego Henrique – Vai ser com esse cenário? [apontando para as cervejas] Max Eluard – Vai. Nego Henriq

03 07 2012

Lula Calixto toca com a gente, mas ele já morreu!

Almeida – Se Arcoverde é uma cidade-dormitório, quem acabou ficando por lá? Que pessoas acabaram criando a identidade da cidade? Lirinha – A identidade acabou sendo formada por essa movimentação. É uma cidade de um sincretismo religioso exagerado e interessante, porque as pessoas que

03 07 2012

Tive aquela fase Legião Urbana

Max Eluard – Como foi a educação de vocês, desde a formal até a informal? Clayton – Escola da rua conta? Fiz o 2º grau em Arcoverde, mas estudei a 7ª série aqui. Aí, banda marcial, escola estadual. Isso para o cidadão comum, porque quem coloniza é quem impõe essa coisa ao cidad

03 07 2012

Nossa visão de mundo nunca estará no livro de literatura

Max Eluard – Então, a gente chega a conclusão que a escola não dá espaço para quem quer se expressar, né? Clayton – A história da própria cidade nunca foi contada na escola. Eu soube de duas coisas, no mínimo, porque a professora quebrou sua aula metódica para falar um pouco da c

03 07 2012

O Nordeste é uma grande invenção!

Tacioli – Existe um momento em que esse interesse pela cultura local se materializou em vocês? Ou é uma coisa da atual geração existente em Arcoverde? Enfim, existiu um momento que marcou essa descoberta, ou isso aconteceu de forma fluida? Lirinha – São coisas diferentes, com certeza.

03 07 2012

Tô perdendo o medo de guitarra

Max Eluard – O Lira falou que cresceu vendo televisão, acho que todos vocês também. Clayton – Ah, sim. Max Eluard – Na verdade a televisão sempre tenta estabelecer um padrão, o que é o cabelo bonito, a música boa, o que é certo, o que você tem que ouvir. Emerson – Tudo lig

03 07 2012

A música do Alceu está condenada como música regional

Tacioli – Você falou das referências. Quais são elas? Clayton – Da existência, da formação da pessoa, da infância, do que você tem, dos frutos colhidos em Arcoverde. Tacioli – Que artistas que para o eixo Rio-São Paulo acabaram representando a música do Nordeste você elencar

03 07 2012

Buscamos cada vez menos elitizar nosso trabalho

Tacioli – A que vocês atribuem o sucesso desse primeiro álbum? Lirinha – Uma das perguntas mais difíceis da minha vida. Nego Henrique – Isso é uma coisa muito minha, pessoal. Acho que é tudo fruto do que se fazia antes. Tudo que o Cordel mantém hoje em termos de questões materia

03 07 2012

É possível que neste segundo disco ocorra uma grande mudança

Max Eluard – Lira, você estava falando de criar qualidade de sensações através da música, e isso torna a música de vocês visual pra cacete. Mas ela ficou visual por conta do teatro ou o teatro surgiu já dessa música-visual que já estava concebida? Lirinha – A utilização do teat

03 07 2012

Não sabia se Jim Morrison era uma banda ou um cara

Max Eluard – Só mais uma coisa a respeito de poesia. Jim Morrison passou perto? Emerson – Aí, aí, aí. Lirinha – Vou lhe contar uma história. [risos] Desde os 9 anos eu decoro poesia. Na verdade, tudo surgiu da facilidade que eu tenho em decorar. Os meus tios viviam muito com os c

03 07 2012

Fizemos a música-tema do novo filme do Cacá Diegues

Seabra – Lira, você comentou de seu encontro com o Lírio Ferreira no Rio. Existem chances de algum videoclipe? Já se falou disso? Lirinha – Sim, é aquele desejo, mas não sei se irá rolar. Seabra – Recife tem bons realizadores. Não tem mais nenhum contato? Lirinha – Para a e

03 07 2012

"Vocês pagam jabá ou têm algum grande esquema?"

Tacioli – A trajetória de vocês é honesta. Vocês a encaram dessa forma, de estar construindo um público que é de vocês, não formado de cima para baixo? Clayton – Basta sair uma notinha no jornal sobre um show do Cordel no SESC Pompéia que eles estarão lotados. A banda tem um púb

03 07 2012

"Eu soube que o som de vocês é vulgar e silvestre!"

Max Eluard – Mas você acha que essa idéia continua a partir do momento que vocês tiverem muitos convites onde vai ser pago tudo, o cachê e mais um pouco? Vocês vão deixar de fazer esse para ir naquele, em que vocês vão tomar preju? Emerson – A gente sempre vai continuar expandindo.