gafieiras

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Entrevistas de música brasileira

Alaíde Costa

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05 01 2015

A voz e o verbo

Alaíde cresceu ouvindo vozeirões, sambas, baiões e boleros. Cresceu sonhando ser professora e virou cantora que não cantava o que queriam, “coisas mais animadas e com agudo”. Trincou a moldura “artista negro é para cantar sambão”. Gostava de uma “música esquisita”, como afirma, e

05 01 2015

O João Sebastião Bar foi o máximo

Alaíde Costa – Tem que falar muito? Eu não sou muito... Ricardo Tacioli – As entrevistas são com vários entrevistadores batendo papo, tomando cerveja... Alaíde – É nessa mesa? Tacioli – É nesta mesa! Fico aqui, a Roberta (Valente) fica ali, o Alexandre (Pavan); o Max (Eluard)

05 01 2015

Não parei, deram uma parada em mim

[Roberta Valente entra no apartamento] Roberta Valente – Com licença! Oi, boa noite, tudo bem? Alaíde – Oi, tudo bom, e você? Roberta – A gente se conheceu quando te dei uma carona. Alaíde – Ah foi?! Roberta – Foi. Do (bar) Genésio, Vou Vivendo, um desses aí. Alaíde –

05 01 2015

Eu gostava de uma música diferente

Tacioli – Alaíde, você vem do Meyer, né? Alaíde – Nasci no Meyer mas fui criada na Água Santa. Eu não tenho nenhuma lembrança do Meyer. Fui pequena pra Água Santa. Tacioli – E como era Água Santa? Alaíde – Água Santa era um lugar bem tranquilo, bem mato mesmo. Foi muito le

05 01 2015

Cantei com o pai do Taiguara

Pavan – E nesse começo de carreira de cantora, Alaíde, você não havia tido nem uma aula de música? Na escola você tinha aprendido alguma coisa de música ou era somente de ouvir o rádio? Alaíde – Não, tudo de ouvido. Pavan – Em algum momento você estudou música, pegou algum pr

05 01 2015

Ary Barroso me deu a nota máxima

Tacioli – Mas antes teve o disco da Mocambo, né? Alaíde – Pois é, esse disco da Mocambo foi em 1956 enquanto eu ainda no (Dancing) Brasil, no Dancing Avenida. Gravei e falaram pra mim que o disco não ia sair, que a gravadora ia fechar, que não-sei-o-quê. Só tomei conhecimento desse d

05 01 2015

O primeiro disco que comprei foi do Piazzolla

Pavan – Você falou que sempre gostou de coisas diferentes e citou o episódio do "Noturno...", do Custódio Mesquita. E o Custódio hoje é um compositor que hoje ninguém sabe quem é. Além dele, e mais pra frente, Johnny Alf, quais eram os compositores diferentes? Alaíde – Ah, tinham v

05 01 2015

A gente dava parceria pra radialista

Tacioli – Antes de pensar em ser artista, quais eram as opções (profissionais) que você vislumbrava? Alaíde – Com toda a minha timidez eu queria ser professora. Adoro ler e escrever até hoje. E era uma coisa que eu pensava. Eu tinha uma senhora que dava aula particular, né? Aí eu ar

05 01 2015

Johnny Alf era tão tímido quanto eu

Tacioli – Como você vê sua trajetória como compositora, dessa primeira música até hoje? Pavan – E, complementando, como é esse processo de criação? Você falou que brincava no piano mais com a cabeça... Alaíde – Ah, a cabeça, né? Vem a intuição, aí eu sento lá, vou procur

05 01 2015

Minha bossa nova parece rumba

Pavan – Essa sua vinda pra São Paulo foi sua primeira saída do Rio pra trabalhar fora? Alaíde – Não, eu já tinha vindo várias vezes nesse (programa) Brasil. Era em que ano? Eu acho que era em 1958. Pavan – Nessa época a bossa nova estava começando... Alaíde – Tava começando.

05 01 2015

Lá fui eu buscar o Geraldo Vandré

Tacioli – Alaíde, além do Stênio e do João Gilberto, tiveram outros anjos, nomes importantes que abriram portas pra você? Alaíde – Ah, sim, sim. Por exemplo, o Moacyr Machado, que era diretor da Odeon aqui em São Paulo. Ele me viu cantando com o Milton (Nascimento). O Milton fez o l

05 01 2015

Da minha geração tem poucas sobreviventes

Roberta – Ouvi em uma entrevista que você falou que em um desses festivais que você ganhou, o prêmio era um programa na TV Tupi. Alaíde – É, foi esse da Record. Era assim: o público entrava e votava no cantor ou cantora que queria. Aí eu me lembro que o Geraldo Vandré e o Carlos Lyr

05 01 2015

Sabe quem me convidou? Oscar Peterson

Roberta – Além das suas músicas, tem alguma que você gostaria de ter gravado e não gravou? Alaíde – Tem, tem muitas. Roberta – Sou apaixonada por pelo menos metade da sua obra. Alaíde – Obrigada. Roberta – E eu tenho uma música que imagino que ficaria incrível com você que

05 01 2015

Fui estudar com o Moacir Santos

Tacioli – Alaíde, são quase 11 horas, senão a gente começa uma outra entrevista. Tem um monte de capítulo que a gente nem passou por cima... Roberta – Nem falamos do Vinicius, da história do piano... Se você foi apaixonada pelo Vinicius ou não... Alaíde – Fiz um Ensaio que vai

05 01 2015

Cantora negra tem que rebolar, cantar sambão

Tacioli – Querida, muito obrigado pela entrevista. Não foi dolorida, não? Correu fácil, né? Alaíde – Humn, humn. Tem entrevistas que a gente faz, ai meu Deus, que deixa a gente tão assim, aqui foi fácil. Tacioli – Mas conta aquele segredinho para terminar, que você não falou par

05 01 2015

Não consigo revidar

Tacioli – Alaíde, você assistiu a minissérie sobre a Maysa? Alaíde – Ridícula, injusta! Roberta – Por que? Alaíde – A Maysa não era daquele jeito. Ela gostava da sua birita, mas ela não era depravada do jeito que colocaram lá, não! Não era! Não tive muita convivência, mas