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Entrevistas de música brasileira

Vânia Bastos

Vânia Bastos. Foto: Dafne Sampaio/Gafieiras

Vânia Bastos

parte 8/20

Imagine se eu não tivesse ídolo? Que chatice!

Almeida – Você tem uma relação de ídolo com outros cantores ou músicos?
Vânia – Tenho, tenho. Sempre tive essa relação com o Caetano Veloso. Aquela coisa de juventude, Nossa Senhora. Tanto é que tive outro privilégio… Em 1992, quando fiz o Cantando Caetano, ele cantou comigo em uma faixa e tal. Foi o máximo! Tinha muita vontade de cantar aquelas músicas todas do Caetano. Mas eu também tinha essa relação com cantoras, como a Gal Costa. Nossa Senhora! Grande paixão! Elis também, mas a Gal, não sei, pelo seu timbre. Sempre tive uma paixão pelo timbre da Gal. E, pela Elis, tive todo o respeito do mundo, pela grande cantora que ela era. Mas com a Gal era essa coisa sonora, da voz da cantora. Sempre tive isso com ela. E tenho vários outros ídolos. Imagine se eu não tivesse ídolo? Que chatice! [risos]
Fernando – Mas quando se conhece um ídolo, não se perde a graça?
Vânia – Isso aí é perigoso! Com alguns ídolos meus, às vezes, fico assim. “Ah! Não quero nem conhecê-lo pessoalmente, porque vai que caia tudo aquilo. Que eu ache a pessoa antipática, metida.” Tenho pavor de ter esses sentimentos, de pegar a pessoa num dia perverso. [risos] Então, cai tudo por água abaixo.
Tacioli – E já caiu alguma vez?
Vânia – Um pouco. [risos] Um pouco. Aí fica aquele universo em desencanto, aquela coisa triste! [risos]
Tacioli – Mas com quem caiu, você não vai falar, né?
Vânia – Não posso! [risos]

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