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Entrevistas de música brasileira

Vânia Bastos

Vânia Bastos. Foto: Dafne Sampaio/Gafieiras

Vânia Bastos

parte 16/20

O disco em que canto Caetano foi uma sugestão do Gudin

Tacioli – E o que determina a época de se fazer um disco? Olhando sua discografia…
Vânia – De dois em dois anos, três em três.
Tacioli – É. O que determina isso? São as circunstâncias de estar em uma gravadora? É você quem determina?
Vânia – É tudo meio junto…
Dafne – Junto a essa pergunta. Você fez discos cantando Tom Jobim, Caetano Veloso, Clube da Esquina, e outros em que o repertório era diversificado. O que determina essa diferença entre um disco temático e outro com repertório variado?
Vânia – Olha, cada um tem uma historinha. O do Caetano foi uma sugestão do Gudin, porque ele via minha paixão por Caetano Veloso. O do Tom Jobim… Eu já cantava algumas coisas do Tom e ele teve a idéia de fazer as canções do Tom Jobim, porque sabia que combinava eu cantar com piano e orquestra. O convite para o do Clube da Esquina veio do Mazzola. E os outros foram assim… O Belas e Feras, tive a idéia de fazer um com as compositoras brasileiras. De repente, achei legal ter todas as contemporâneas no disco e essa coisa do tempo. Acho que, de tempo em tempo, você tem a necessidade de fazer uma coisa nova, sabe? Tudo isso vai calhando também com uma necessidade de se renovar no mercado e seguir em frente com sua carreira. E eu, como sou intérprete, penso tranqüilamente em projetos… Tal autor, tal autor. Pra mim isso não é problemático. Talvez se fosse compositora gostaria de gravar mais minhas músicas. Mas não tenho esse tipo de problema, não. Quando é uma sugestão legal, e eu a acho bacana… É claro que eu quero também fazer um disco com músicas novas, no próximo, músicas inéditas, misturando com regravações… Acho bom. Acho bom não ter preconceito com esse tipo de coisa de repertório. Sou intérprete, sou cantora, mas tem que ser condizente comigo.

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