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Entrevistas de música brasileira

Vânia Bastos

Vânia Bastos. Foto: Dafne Sampaio/Gafieiras

Vânia Bastos

parte 15/20

O mais gostoso é isso: cada disco novo é um passo no escuro

Tacioli – Quem dirige o show Clube da Esquina?
Vânia – Ninguém. [risos]
Almeida – Não deixo! [risos]
Vânia – Eu não deixo! [risos]
Anderson – Muita gente dirige.
Vânia – Não, não, fui bolando tudo sozinho. Acho até uma coisa boa pra mim. Ir desbravando. Sempre tive muita gente me ajudando desde cedo. Era o irmão mais velho que me falava coisas. Sempre tive gente mais velha em torno de mim me dizendo coisas. E eu, como uma boa taurina, sempre fui muito obediente. Mas houve uma hora em que “Peraí, eu sei o que eu quero!”.
Anderson – Às vezes, a gente sugere e ela esquece de falar as coisas.
Vânia – Por exemplo.
Anderson – No Rio, eu disse, “Olha, diminui a quantidade de falas”. E ela não falou nada. [ri].
Vânia – É, mas foi uma distração. Aí, eu, com essa idade – que não vou dizer. Não precisa.
Almeida – A gente vai à Folha. [risos]
Vânia – Uma fonte! [risos] Essa foi boa. Acho que o gostoso é isso. Você vai descobrindo sempre. A gente é uma eterna criança que vai descobrindo coisas. Cada show é um novo show. Cada disco é um novo disco. Cada música é uma novidade. Isso é o gostoso da história de ser artista. Apesar de todos os abacaxis em volta, o mais gostoso é isso: cada disco novo é um passo no escuro. Você não sabe no que vai dar. Cada show é uma loucura, você quase morre… Mas, isso é viver. É isso aí.

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Eduardo Gudin
Vânia Bastos
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