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Entrevistas de música brasileira

Thaíde

Thaide-940

Thaíde

parte 23/32

Nem passa pela minha cabeça dizer que sou ator

Tacioli – Essa exposição no cinema e na TV trouxe alguma novidade pra você em comparação com a do trabalho musical?
Thaíde – Claro, com certeza. As pessoas me respeitam muito mais como artista, começa por aí. Já me respeitavam como músico, mas agora me respeitam como artista um pouco mais completo, aquela parada toda. Muitos me chamam de ator. Me apresentam “esse aqui é o músico, escritor”, porque tem o livro, “e ator”, e fico esperando só para ver o que vão mandar mais. Pode mandar mais.
Max – Só faltou apresentador de TV.
Thaíde – É. Já me mandaram essa mesmo, “ele é ator, produtor, escritor, musico”, sabe? E aí vai, fico na minha, quanto mais falar melhor. Também tem aquele lance que hoje sei que posso fazer mais um trabalho, posso me beneficiar disso também, que é justamente esse lance das artes cênicas. Mas não tenho, nem passa pela minha cabeça dizer que sou ator, que sou o ator Thaíde. Nada disso. Acho que sou uma pessoa que chegou e atuou bem no filme, tá entendendo? Porque ator mesmo é o Lima Duarte, é o irmãozinho lá que vez Madame Satã…
Daniel – Lázaro Ramos.
Thaíde – Lázaro Ramos. Esse cara hoje, na minha opinião, é um dos grandes da atualidade. Sou um grande fã do trabalho dele. Então para mim, ator é ele, é Lima Duarte, são pessoas que já estão aí e que chegaram dizendo, “sou ator e posso provar”. Eu não, sou um músico que se deu bem atuando no filme, entendeu? E que ganhou prêmio de melhor ator coadjuvante, é claro.
Tacioli – Já pintou outro convite?
Thaíde – O Bruno Barreto me convidou para o Caixa Dois, mas fiz só um “oi” ali com a Zezé Polessa. Foi uma cena rapidinha mesmo. Eu não vi ainda, acho que não ficou muito bom não. Estava nervoso, tenso.

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Dj Hum
Hip hop
Rap
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