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Entrevistas de música brasileira

Thaíde

Thaide-940

Thaíde

parte 17/32

Sempre respeitei outros músicos porque gosto da música

Tacioli – Como você lidava com outros gêneros, outros grupos? Sei lá com os punks de São Paulo, com os rockers…
Thaíde – Olha só como foi a situação. Alguns punks sempre respeitaram a gente, sempre. A gente teve envolvimento com alguns punks… o Crânio, por exemplo, que já faleceu, era respeitado e tal e colava com a gente direto. Tem até fotos dele com a gente na São Bento… nem sei onde foram parar essas fotos. Alguns carecas mais conscientes também respeitavam. A capa do nosso primeiro disco foi feita por um punk. Então, a gente tinha uma relação boa com essa rapaziada, nunca teve atrito não. Sempre respeitei outros músicos porque gosto da música em si. Sempre achei interessante a maneira de se fazer música, sabe? Cada um fazer. O embolador com o pandeiro, o rockeiro com a guitarra, sabe como é? Os caras do samba com os seus instrumentos. Sempre achei muito interessante. Nunca tive esse tipo de problema não.
Tacioli – Mas tinha algum espaço que vocês não transitavam em São Paulo?
Thaíde – Por incrível que pareça, cara, quem começou a abrir as portas pra gente se apresentar foi o circuito underground, não foi a periferia. Porque a periferia não entendia o que estava acontecendo, entendeu? E o underground tinha o circuito de shows, tinha o XPTO que usava muito o lance de elementos de teatro. Na verdade era um show teatral, então…
Daniel – XPTO, a companhia de teatro?
Thaíde – É, o XPTO. Sempre gostei muito do trabalho deles, uma coisa muito plástica mesmo, muito louca. E eles começaram a abrir espaço pra gente se apresentar, entendeu? Lembro que o Rose Bom Bom, que era aqui perto e não onde é hoje [na Vila Madalena], fez uma revista chamada Reflexo e tocamos no lançamento, então não tinha esse negócio. Teve lançamento do Região Abissal no Madame Satã. Então, nunca teve esse lance não.

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Dj Hum
Hip hop
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