gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Thaíde

Thaide-940

Thaíde

parte 10/32

Livro bom é aquele que mostra alguma coisa

Tacioli – O livro foi uma primeira experiência de organizar essa tua memória, não?
Thaíde – É. O livro [ n.e. Pergunte a quem conhece: Thaíde, 2004 ], na minha opinião pessoal, um livro bom é aquele que mostra alguma coisa, fotos, gravuras, essa parada toda. Não tenho paciência de ler um livro que só tenha letras, por exemplo. Então, falei para os caras: “vamos fazer esse lance aí com texto, mas vamos colocar fotos também para matar a curiosidade do povo e reunir coisas legais que só ficaram na máquina mesmo”. E deu tudo certo. Mas tem mais fotos que quero fazer, colocar pro pessoal ver. Estou pensando em fazer um álbum de fotografias com as coisas que tenho e publicar.
Daniel – É isso… ter a sua história…
Thaíde – Tem várias pessoas com fotos minhas, entendeu? Espalhadas por aí. Estou pensando em fazer um catado dessas coisas e fazer um álbum de fotografias, colocar data e tal. Mas algumas vão sem data, com certeza, porque a gente não lembra mais.
Tacioli – O processo do livro demorou muito tempo? Como foi?
Thaíde – Demorou um pouquinho porque o César, que escreveu, tinha que ir a alguns lugares comigo, acompanhando, e a gente ia conversando e tal. Por exemplo, quando o Eduardo falou do livro, não achei legal [ n.e. João Eduardo Oliveira, da Labortexto Editorial ]. Falei, “Mas sobre o quê?”. E ele, “Sobre você”. Aí eu disse, “Mano, fazer um livro falando de mim? Prefiro fazer musica então, para as pessoas saberem um pouco de mim, da minha história”. Mas ele me convenceu, também lembrei de alguns livros que li, e aí fizemos o livro. Porque, por mim não faria o livro não. O que é errado, porque depois morre e não fez livro e aí como vai contar a história. Mas gostei da experiência. A gente vai fazer mais um. [risos] Já estamos armando.

Tags
Dj Hum
Hip hop
Rap
Thaíde
de 32