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Entrevistas de música brasileira

Sivuca

Sivuca-940

Sivuca

parte 17/19

Um disco em que eu faria tudo de novo

Tacioli – Sivuca, você tem uma carreira discográfica extensa, mais de 50 discos. Dessa discografia, quais títulos você mais gosta, tem uma relação carinhosa ou uma história interessante?
Sivuca – A minha carreira discográfica começou de fato quando passou a ter, digamos assim, a assessoria de Glorinha, a quem devo quase tudo na formatação dos discos meus que fizeram sucesso, como Cabelo de milho, diga-se de passagem. Se não fosse a Glorinha, o disco não teria saído aquele primor. Mas tem alguns discos que eu gosto muito. Por exemplo, dois discos que eu fiz aqui na década de 50, chamados Motivos pra dançar, que já foram discos influenciados pelo jazz. Tem um disco muito bom que eu fiz nos Estados Unidos, em estúdio, que é um disco de avant-garde, cujo título é Sivuca. O álbum ficou também muito bom. Aquela série de discos da Copacabana, que se chama Sivuca – Daí pra frente, Cabelo de milho, uma série de Forró e Frevo, 1, 2, 3, 4, são discos muito bons. E alguns outros como Vou vida afora, que não foi assim um grande sucesso de venda, de público, mas é um disco em que eu faria tudo de novo.
Glória – Aquele com o Toots Thielemans.
Sivuca – Esse é um disco antológico, que eu fiz em parceria com Toots Thielemans. A sanfona e o realejo que eu fiz com o Rildo Hora. São tantos discos…
Glória – O Let’s vamos também.
Sivuca – O Let’s vamos – Guitarras ilimitadas, da Suécia.
Glória – O Pau doido.
Sivuca – O Pau doido, enfim…
Tacioli – Todos?
Glória – Não, porque esse disco Pau doido realmente é lindo.
Sivuca – É um dos primores.
Glória – Foi um trabalho resultado de uma turnê que nós fizemos pela Europa.
Sivuca – São muitos poucos os discos que eu fiz que não faria mais. E agora os discos com a Sinfônica estão lindo.
Tacioli – E qual disco não ficou bom?
Sivuca – Eu esqueci. [ risos ]

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Música instrumental
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