gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Sivuca

Sivuca-940

Sivuca

parte 16/19

A Rosinha é uma das insubstituíveis

Dafne – O que foi tão legal no encontro com a Rosinha de Valença? [n.e. Célebre violonista e compositora fluminense (1941-2004)]
Sivuca – Eu conheci Rosinha quando eu ainda trabalhava nos Estados Unidos. Ela trabalhava com Sérgio Mendes. E, é claro, aconteceu uma amizade entre uma Rosinha, que era musical demais, e um Sivuca. Quando voltei dos Estados Unidos, ela ia fazer o Seis e Meia. E aí ela disse pro Albino Pinheiro: “Eu só faço se for com o Sivuca.” Eu havia chegado. Ensaiei um pouco com ela, formamos um repertório, fizemos o Seis e Meia e a direção da RCA resolveu gravar. E virou um disco antológico. [n.e. Sivuca e Rosinha de Valença ao Vivo, de 1977] Foi tão bonito que até agora o disco foi considerado um dos cem melhores álbuns do século 20. E, aqui entre nós, a Rosinha é uma das insubstituíveis da nossa música brasileira. Eu ainda hoje me sinto muito feliz por ter participado desse disco que fiz com a minha amiga Rosinha de Valença.

Tacioli – Você chegou a tocar violão com ela também, Sivuca?
Sivuca – Olha, no disco tem umas três músicas que eu fiz de violão, eu e ela. Inclusive a música “Reunião de tristeza”, que muita gente pensa que foi ela que fez o violão, mas quem tocou fui eu.
Tacioli – O disco tem 37 minutos e o show foi de 2 horas. Ele foi todo gravado, Sivuca?
Sivuca – É possível, eu não me lembro, não. Eu estava muito preocupado com o que rolava no palco. Deixava as outras coisas de lado. Tanto que depois só vim ver que o produtor desse disco era o Sérgio Cabral. E depois eu fui pro estúdio pra organizarmos o disco, com o Sérgio como produtor. Aí que ouvi o que nós fizemos no João Caetano. Foi uma surpresa muito agradável. O disco ficou muito bom.
Dafne – Sivuca, não foi difícil deixar o disco desse show com 37 minutos somente?
Sivuca – É, foi difícil, sim, mas o que foi para o disco foi o necessário. [ ri ]

Tags
Música instrumental
Sivuca
de 19