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Entrevistas de música brasileira

Sivuca

Sivuca-940

Sivuca

parte 15/19

Ainda não escutei “Adeus, Maria Fulô” com os Mutantes

Tacioli – Sivuca, de música cantada de sua autoria, essa foi a de maior sucesso?
Sivuca – Os grandes sucessos foram: “Adeus, Maria Fulô”, que eu fiz em parceria com Humberto Teixeira, e que foi gravada originalmente em 1950 por Camélia Alves. Muitos anos depois, o Secos e Molhados gravou “Adeus, Maria Fulô”. A Joyce gravou também. Depois eu a gravei novamente.
Dafne – Não foi o Secos e Molhados, e sim os Mutantes.
Sivuca – Com Ney Matogrosso.
Glorinha Gadelha – Foram os Mutantes, meu amor, de Rita Lee.
Sivuca – Ah, não, Mutantes, desculpem-me. [n.e. O grupo paulistano Os Mutantes de Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Rita Lee gravou “Adeus Maria Fulô” nos discos Os Mutantes (1968) e Tecnicolor (1970, mas só lançando no final da década de 1990)]
Glorinha – E todo mundo gravou, findando agora na Gal, que acabou de gravá-la.
Sivuca – Esse foi um grande sucesso. Depois eu acho que o maior sucesso meu foi “Feira de Mangaio”, que eu fiz com Glória Gadelha, e que teve a primeira gravação nossa no Seis e Meia, do João Caetano. Depois a Clara Nunes [n.e. Cantora mineira (1943-1983) radicada no Rio de Janeiro e intérprete de sambas, como “Lama”, “O mar serenou”, “O canto das três raças” e “Juízo final”] gravou e explodiu no Brasil todo [n.e. Gravado em Esperança, de 1979]. Foi um grande sucesso!

Tacioli – Sivuca, você se lembra dessa gravação de “Adeus, Maria Fulô” com os Mutantes?
Sivuca – Não, eu não estava no Brasil. Aliás, eu ainda não escutei essa gravação. Mas eu escuto qualquer dia desses.

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Música instrumental
Sivuca
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