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Entrevistas de música brasileira

Sivuca

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Sivuca

parte 0/19

Meditônomo: entrada franca

Em João Pessoa, sentado no terraço de sua casa, faz orações de sanfona na mão.

Apelidado Meditônomo, o terraço é seu altar. Seu deus é aquele Todo Poderoso, que ouve música e sabe dançar.

Somente trabalho o traz a São Paulo, sorte do Gafieiras

E tudo começou numa terça-feira, 13 de junho de 1939, dia de Santo Antonio… Havia também um filhote de gato e um pote de mangaba, mas Sivuca se interessou mesmo foi pela sanfona que o pai trazia.

Sivuca é um memorioso, não um saudosista. Faz questão das datas e personagens com nome e sobrenome, se aborrece quando algo lhe escapa. Pausa, até lembrar, pode ajudar.

Benny Goodman, isso!

Por duas horas Sivuca nos ofereceu pedacinhos de sua história, da infância ao seu mais recente disco (ou melhor, três mais recentes discos), partindo de Itabaiana na Paraíba, passando por Paris, São Francisco, Rio de Janeiro e Nova York, aterrisando onde ainda não sabemos.

Quem sabe termine compondo sinfonias e tocando órgão numa igreja? Não seria má idéia…

De alma escancarada clamou pela música brasileira e com toda autoridade puxou a orelha da molecada e de seus pedais.

Cadê a lição de casa?

Coração de mais alegria que mágoa, quase sem mágoa. Vê na generosidade a qualidade primordial pra música, pra ser Sivuca.

“…e deu isso que você está vendo, eu musical.”

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Música instrumental
Sivuca
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