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Entrevistas de música brasileira

Ritchie

Ritchie-940

Ritchie

parte 19/21

Pra mim, tudo é uma grande corrida de montanha russa

Tacioli – Ritchie, estamos encerrando. Alguém tem mais alguma pergunta?
Keka – Ele estava com uma cara de pergunta. [risos]
Monteiro – O que você não faria novamente da fase pop? Ou que deveria ter feito e não fez?
Ritchie – Isso é difícil de dizer porque as coisas acontecem na minha vida de uma forma imprevista. Não há nada sobre meu controle. Tudo, pra mim, é uma grande corrida de montanha russa. Nunca soube muito bem o que estava acontecendo e fui acompanhando aquilo da maneira que soube. Sou uma pessoa muito intuitiva. Confio muito na minha intuição. Quando as coisas não dão certo, eu normalmente… Há malas que vão para Belém. [risos] Sempre penso assim, quando as coisas não acontecem é porque não eram para acontecer. Então, não tenho muitos arrependimentos. Só fico fascinado quando olho para trás e vejo essa trajetória maluca que tem sido a minha vida. Essa sorte que tenho em ter vindo morar nesse país maravilhoso e ter feito sucesso aqui. É uma coisa que agradeço todos os dias, porque sei que isso não é fácil. Tem gente tão competente… Não quero soar demagógico ou piegas com isso, mas é verdade… Tem gente muito talentosa que nem ao disco chega e muito menos ao sucesso que fiz. Sou uma pessoa muito sortuda. Eu não mudaria nada. Provavelmente faria as mesmas cagadas porque sou movido à intuição. Quando sinto que a coisa não está certa, falo. E quando sinto que as coisas estão certas, agradeço. Não tenho muito controle sobre minha vida, apesar de ser um pouco control freak quando vou ao palco. Gosto dessa situação de “Eu sei o que vou fazer, vocês não sabem!”. Sou ambicioso, mas não excessivamente ambicioso. Sou também muito comodista. Sou pisciano. Tudo que vai para lá, vem para cá também. Consigo ver os dois lados de quase tudo. Nesse sentido, prefiro, como diria o mestre Gil, “pousar no movimento”. É linda essa expressão! “Sou igual aquele passarinho que está pousado em uma tora de madeira descendo rio abaixo. Estou pousado no movimento”. É como eu me sinto.

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