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Entrevistas de música brasileira

Raul de Souza

O trombonista Raul de Souza. Foto: Henrique Parra/Gafieiras

Raul de Souza

parte 18/22

Sempre imaginava um remédio pra mim

Dafne – Raul, parece que o curta traz a história do búfalo, do passeio público de Curitiba. Qual é a verdade dos fatos?
Raul – Está no filme?
Dafne- Você não falou? Então não está no filme. Melhor ainda.
Raul – Não, somente eu com a Bethânia já deu quase sete minutos. E a Bethânia cantando. Ela foi a minha especial convidada.
Tacioli – Cantando atualmente? Mas o filme vai também pra 69, não?
Raul – Não, já foi. Isso aí foi quando eu vim da Europa, de Montecarlo, em 68. E ela me convidou para fazer um programa de televisão. Aí o Pierre Barouh pegou eu e ela e botou no curta-metragem dele. [ n.e. O filme Saravah, de 1969, recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino ] Eu sempre falo: Cadê aquele…?” Se o meu advogado falar fica pior… Você perguntou da tristeza, não? Não há tristeza comigo. Tudo bem, estou vivo, graças a Deus, e aconselhando todo mundo: “Não beba!” Atenção! Quer beber, beba, mas o dia que der um negócio no fígado, aí você vai dizer: “Pô, o Raul estava certo. Bem que ele dizia!” [ risos ] É o seguinte: eu, com aquela idéia de ser doutor, sempre imaginava um remédio pra mim. E no mesmo bar eu tomava o remédio, qualquer coisa estranha. “Me dá um Undemberg!” Tomava o Undemberg, dava um tempo, tomava uma água mineral, um café e tudo de novo. “Me dá um conhaque!”, tudo de novo, sabe como é? Dias e dias. Graças a Deus estou vivo.

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Música instrumental
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