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Entrevistas de música brasileira

Palavra Cantada

Palavra Cantada. Foto: Max Eluard/Gafieiras

Palavra Cantada

parte 7/27

Prefiro não cantar nos trabalhos publicitários

Gafieiras  Vocês já tiveram momentos de crise, de dúvida com o envolvimento com o trabalho publicitário. Algo como se alguém chegasse e “Olha, vocês não querem fazer um jingle?”, e vocês “Não, agora a estamos com um trabalho e não queremos misturar”?
Sandra – A única crise que a gente viveu com a publicidade foi quando uma empresa pediu pra gente fazer um tema de um personagem. E fomos aprovando em conjunto esse tema, que era de um personagem importante. Aí quando foi pra pessoa que aprovaria mesmo, a gente entendeu que ela assistiu o Faustão, no mau sentido…
Paulo – Não, ele assistiu a Xuxa mesmo.
Sandra – Uma pessoa que não tinha discernimento… Então foi reprovado tudo o que a gente havia feito. Foi devolvido tudo, porque ela queria uma coisa mais alegrinha, né?
Paulo – Era pro Seninha. E o parâmetro só podia ser a Xuxa. Ela não foi namorada do Seninha? Só podia ser isso. A gente é quem viajou. Mas fomos contratados por pessoas que também estavam viajando, achando que iam poder…
Gafieiras  Mas como vocês filtram esse processo?
Sandra – A gente já sabe, já percebe.
Paulo – A gente não tem tanta oferta. Não passamos por esse problema até hoje.
Sandra – Até eu atendi esses dois que entraram esse mês. Sei lá quanto tempo que não aparecia uma oportunidade; uns dois, três anos. Fizemos um para o Ministério, com o ministro, um comercial de trabalho infantil. A primeira coisa que eu pergunto é se estão chamando a gente como autor. “Vocês querem a Palavra Cantada?” Porque se não é isso, você já filtra por aí. Porque se não é isso, você já sente que eles estão querendo um fornecedor. Aí vai ser um saco fazer. Mas se eles estão chamando a gente por causa da nossa visão, pelo que a gente criou na Palavra Cantada, aí sim.
Gafieiras  Vocês têm uma grande importância para os fãs. Para vincular o nome de vocês a um trabalho publicitário o filtro que avalia se vale ou não a pena tem que ser bem apurado, não?
Sandra – Às vezes não aparece.
Paulo – Eu prefiro, por exemplo, não cantar. Como também prefiro que a Sandra não cante.
Sandra – Mas nunca aconteceu também.
Paulo – Mas esse aí que a gente vai fazer, eu preferi não cantar, porque acho que a voz nos identifica muito.

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