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Entrevistas de música brasileira

Palavra Cantada

Palavra Cantada. Foto: Max Eluard/Gafieiras

Palavra Cantada

parte 3/27

Tem pouquíssimas canções de ninar no Brasil

Gafieiras – Você se lembra de algum trabalho brasileiro anterior a esse, mas similar a proposta de canções de ninar?
Paulo – De canções de ninar eu não me lembro. Eu me lembrava de coisas boas como Os saltimbancos.
Sandra – Mas especificamente de canções de ninar, não.
Paulo – De ninar, não.
Sandra – Até porque tem pouquíssimas as canções de ninar no Brasil, são pouquíssimas.
Paulo – Pouquíssimas e tudo de um Brasil agrário, com aqueles temas de mitologia rural: a Cuca, o boi, o tutu-marambá, o murucututu. Essas coisas que havia em canções de ninar. E para uma criança morando em Pinheiros, precisava de uma coisa que modernizasse isso, que falasse do hoje. Tanto que em Canções de ninar você tem músicas que falam do pai que está sozinho com a criança, que é um pai separado; nele você sente a mãe sozinha em conflito com a criança, que vai ter o nenê. No Canções de ninar você sente as pequenas angústias do homem moderno.
Gafieiras – Então havia essa preocupação de se atualizar o repertório.
Paulo – É, havia.
Sandra – Ah, sim. As canções são inéditas.

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Grupo Rumo
Música infantil
Música para crianças
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