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Entrevistas de música brasileira

Palavra Cantada

Palavra Cantada. Foto: Max Eluard/Gafieiras

Palavra Cantada

parte 18/27

Rick Wakeman era a coisa mais sensacional!

Gafieiras – Mas o engraçado é que esses conjuntos que você falou, esses específicos, têm uma ligação com essa música imagética que você gosta, produzem imagens… Supertramp, Yes…
Sandra – É. Agora, por quem mais me apaixonei, de músico estrangeiro, que pra mim foi tudo na vida, foi o Rick Wakeman. [risos] Pra mim Rick Wakeman era a coisa mais sensacional, porque ele tinha o cabelo louro, comprido, uma roupa comprida, um monte de teclado em volta dele.
Gafieiras – Aquele disco do Rei Arthur…
Sandra – Viagem ao centro da Terra. Aquilo era maravilhoso!
Paulo – Cinco esposas de Henrique VIII.
Sandra – Sou capaz de falar, de cantar tudo… Eu lembro até hoje, tudo, como começa Viagem ao centro da Terra. Nossa! Eu tocava! Aí comecei a tocar em churrascaria, clube, não-sei-o-quê, mas isso 17, 18 anos.
Gafieiras – Aqui em São Paulo?
Sandra – Bastante em Santos porque eu ia passar férias lá. Aí arrumava uns biquinhos pra fazer e tocava Supertramp. Os meus amigos dos bailinhos pediam pra tocar “Dreamer”.
Paulo – Supertramp é antes ou depois do Yes?
Sandra – Supertramp é 72. The crime of the century é de 72.
Paulo – Ah, então é junto porque o Yes…
Sandra – Fui conhecer The crime of the century em 72, quando eu tinha 9 anos. Nossa, até hoje eu ouço. Depois eu conheci James Taylor por causa de uma vizinha que ouvia muito. Comprei recentemente. É lindo o jeito dele cantar. E o primeiro músico brasileiro por quem eu me apaixonei foi o Egberto Gismonti. Não posso ouvi-lo que, até hoje, acende uma lâmpada na minha cabeça.

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