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Entrevistas de música brasileira

Palavra Cantada

Palavra Cantada. Foto: Max Eluard/Gafieiras

Palavra Cantada

parte 17/27

Ouvia Bee Gees, Queen e Supertramp

Gafieiras – Mas o universo sonoro, aqueles outros sons que marcaram a infância de vocês, não música, vocês se lembram?
Paulo – Não, mas acho que nada se comparava a força da música. Eu me lembrei… Ela falou dos disquinhos do Braguinha com o Radamés, isso aí eu adorava também! Eu tinha esquecido. A história do Chapeuzinho Vermelho e a Baratinha… Só tínhamos esses dois discos, mas as músicas são demais. Até hoje você pode ouvir, como comprei esses dois discos que foram relançados. É muito legal, muito bem cantado, muito bem harmonizado, bem atual. Naquela época, anos 60, a gente tinha acabado de viver o negócio do Bando da Lua, sabe, que foi nos anos 50.
Sandra – Eu não tinha nascido.
Paulo – Não, eu também! Aqueles grupos vocais…
Sandra – Mentira, você tinha 10 anos.
Paulo – Ah, bom, na década de 60, sim. Você via aqueles Bando da Lua, havia muito conjunto vocal com percussão, e tem nessas historinhas esse tipo de coisa, música bem ágil. Aquilo é muito primoroso.
Sandra – Eu acho que eu fui conhecer música popular depois dos 18 anos, senão mais… Quando comecei a escolher a minha música era a música americana.
Gafieiras – O que era?
Sandra – Ah, eu tive uma prima que recentemente me dei conta de como ela me influenciou. Ela ouvia Beatles, e eu ouvia por causa dela. Nunca tive um disco dos Beatles. E George Harrison também. Lembro que ela gostava daquela música “Give me love”. [n.e. Composição do ex-beatle George Harrison] Lembro que ela gostava e eu gostava também porque ela era mais velha que eu… Depois fui fazendo as minhas escolhas bem massificadas. Bee Gees, Queen, Supertramp, que aliás a gente estava ouvindo agora como referência para um trabalho. Acho eles um absurdo! E Yes, né? Sempre na música americana, música de fora do país.
Paulo – Podia ser inglesa, mas era chamada de americana.

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