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Entrevistas de música brasileira

Palavra Cantada

Palavra Cantada. Foto: Max Eluard/Gafieiras

Palavra Cantada

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Turma de dois é uma dupla

Tem gente que imagina os dois sentados à sombra de uma jabuticabeira, em um quintal ensolarado, cheio de árvores frondosas e crianças por todos os lados a cantar, correr e brincar. Tem gente que imagina uma dupla de pop stars, sem tempo ou paciência para assédio, entrevistas ou fotos, protegidos em sua sede por um exército de seguranças e circuito interno de TV.

Mas não tem quintal, nem segurança, árvore também não tem. O verde se resume ao jardim suspenso na entrada do escritório, avencas, orquídeas e que tais de frente à janela que dá para um fosso. A segurança é garantida por um interfone.

A rua é daquelas onde não dá para jogar bola porque passa muito carro, e também não dá para brincar de pique. Rolimã ali nem pensar. E não dá para pular o muro da casa de ninguém. Som, só de buzinas e freadas. Nessa rua não tem turma.

Ou será que pode ter turma de dois?

Rua João Moura, bairro de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. Lá tem uma turma de dois, Sandra e Paulo. E aí chegou a outra turma, não pra desafiar, até porque seria covardia, sete contra dois. A turma do Gafieiras chegou pra ouvir as aventuras dessa dupla. Pra saber o que eles ouviam no rádio, o que eles vão ser quando crescer, saber dos mundos mágicos que eles visitaram e dos planos mirabolantes que andam tramando.

A conversa foi, como aquela folhinha, ligeiro barquinho no caudaloso rio de enxurrada que desce pelo meio-fio. Todo mundo tirou o sapato, passaporte pra sentar no tapete voador. Tinha até um gato de botas chamado Melodia e um cachorro que posa pra foto, chamado Pépi. E, de repente, a turma era uma só…

Mas toda turma tem seu dia de revés.

A bola de capotão que quica na ponta da lança do portão e solta aquele berro oco e agônico (“Plof!”), bem quando o jogo está empatado. Então… nossa frustração foi mais ou menos essa quando descobrimos que perdemos todas as fotos feitas durante a entrevista com Sandra Peres e Paulo Tatit. Se a gente pudesse, saía voando no sentido contrário à rotação da terra e, como o Super-Homem, fazia o tempo voltar e tirava as fotos de novo. Mas, dessa vez, em vez de usar aquela máquina fotográfica que espirra água, a gente estava usando uma de verdade…

As fotos que ilustram a entrevista foram tiradas despretensiosamente com uma câmera digital; as outras imagens são fotos de frames da captação em vídeo. Pedimos desculpas aos leitores pela falha. Mas, vai, quem nunca caiu de bunda no chão depois de a perna perfazer aquele arco perfeito no vazio, enquanto a bola passava manhosa por baixo do pé? E, ainda no chão, só se ouviam as gargalhadas…

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