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Entrevistas de música brasileira

Naná Vasconcelos

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Naná Vasconcelos

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O bolo está na mesa

Quem vai ser o entrevistado ou entrevistada? Pergunta simples, quase. Alguém do universo infantil ou vamos abrir o leque? Difícil. Podia ser alguém que começou a carreira ainda criança. Ou que trabalhe com elas. O tempo passando e as tarefas da produção do Matinê Gafieiras 2006 se acumulando. Tentamos uns e outros, até que, do nada, o chapa Sérgio Fogaça, do site Página da Música em momento assessor de imprensa, apresentou uma pauta chamada Naná Vasconcelos. Foi bem assim, em poucas linhas, que o Matinê ganhou uma entrevista com o homem que usa a Lua como celular.

Percussionista, compositor e produtor, Naná já tocou e ainda toca com Deus e o mundo. Todos os sons lhe interessam, novos ou velhos. E ainda gosta de ensinar, principalmente crianças. Ele divide o bolo com todos que se interessam pela sua receita. O olhar baixo, como se estivesse sempre com sono, e a fala mansa servem como fachada de uma cabeça em múltiplas atividades. Naná não pára. Pode acreditar.

Encontramos com o pernambucano no flat que sempre fica em São Paulo (o mesmo em que, aliás, entrevistamos Cristina Buarque alguns andares abaixo há quase cinco anos). Estava na cidade entre compromissos com o lançamento de um novo disco, Trilhas (Azul Music), e uma participação no show-homenagem a Itamar Assumpção que reuniu inúmeros artistas em duas noites no SESC Pompeia.

Ao lado do inseparável berimbau que, às vezes, lhe tomava a voz, Naná falou, esqueceu, lembrou, tocou, respondeu, sentou, ficou de pé e esquentou a noite fria ao afirmar que achava o medo uma coisa linda. Como assim coisa linda? Foi aí que o berimbau tomou à frente, explicou e tudo fez muito sentido.

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