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Entrevistas de música brasileira

Ná Ozzetti

NaOzzetti-940

Ná Ozzetti

parte 4/28

Meu prazer é o que virá

Tacioli – E como é sua relação com o tempo? Você tem saudade ao olhar a infância, os anos 1960, a adolescência…? Como você lida com o tempo?
Ná – O passado… Olha, não sou muito de sentir saudade. Não tenho saudade de nada. Lembro com prazer das coisas boas, das ruins trato de esquecer, mas os momentos bons lembro com muito prazer, gosto de lembrar. E acho também que tudo que a gente viveu é referência importante para o que está vivendo hoje. Então, vivo voltando no passado, lembrando dessas coisas, de como tive infância, como pensava na infância, como que uma coisa chegava pra mim na infância. Porque na infância você é muito mais, como é que se fala…?
Dafne – Aberto.
Ná – Aberto. Você é um terreno mais virgem. Então você recebe as coisas de uma forma muito crua., sem os conceitos que a gente vai criando ao longo da vida. Acho essas sensações importantes porque são muito verdadeiras e tem essa magia da infância que gosto sempre de retomar. Fui tão feliz nesses momentos… de conhecer, de contato com as novidades do mundo… Gosto de me colocar diante de uma novidade pra sentir um pouco do gostinho daquela sensação que eu tinha de magia, de algo novo que você está descobrindo. Então a minha relação é essa. Sinceramente, não tenho saudade de nada. Vivi e pronto! Sempre olho pra frente porque meu prazer é o que virá. É mais sobre o que virá do que sobre o que foi.

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