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Entrevistas de música brasileira

Ná Ozzetti

NaOzzetti-940

Ná Ozzetti

parte 2/28

Minha brincadeira era na rua

Almeida – Ô, Ná, você é de São Paulo… Sempre viveu em São Paulo antes de vir pra cá [pro sítio no município de Jundiaí]?
Ná – Sempre.
Almeida – E como era sua relação com os bichos morando numa cidade grande?
Ná – Quando era criança morava em casa. Sempre cresci com cachorro.
Tacioli – Onde vocês moravam?
Ná – Morava ali atrás do Palmeiras mesmo. Era uma casa. Tinha quintal, tudo. E sempre de cachorro. Mas já começou?
Tacioli – Já.
Ná – E eu falando de cachorro! [risos]
Dafne – A gente coloca que foi em off. [risos]
Tacioli – Bom, e em casa até qual idade?
Ná – Morei em casa até, olha, uns 20 e poucos anos. Na mesma casa a vida inteira. Depois o bairro começou a crescer demais. Era um bairro tranquilo, a gente brincou na rua o tempo todo.
Tacioli – Era Pompeia?
Ná – É. Entre Perdizes, Pompeia e Água Branca, uma divisão de bairros. E daí o bairro começou a crescer demais… Eu ficava muito fora, meus irmãos já tinham saído de casa, minha irmã também ficava muito fora e a gente começou a viajar muito.
Max – Mas quando você era criança, adolescente, você tinha uma vida de rua?
Ná – Tinha. Direto. Minha brincadeira era na rua. Tinha as de dentro de casa, que eram as coisas mais íntimas, com as amigas, coisa de menina, de boneca. E tinha as de rua, como toda criançada do bairro. E tudo, por coincidência, era na frente da minha casa. Então, ali tinha jogo de queimada, taco pros meninos, sei lá, bicicleta, patins; era tudo na rua. Era uma rua plana.

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