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Entrevistas de música brasileira

Ná Ozzetti

NaOzzetti-940

Ná Ozzetti

parte 27/28

Quero gravar um disco na linha do Estopim

Almeida – A gente foi somente pra trás. E o que você está fazendo daqui pra frente?
Ná – Tô com dois projetos paralelos. Surgiu um terceiro agora. [ri] Vou tocar os três ao mesmo tempo. Um é mais imediato, até o Tacioli sabe porque a gente está fazendo junto, que é interpretar músicas da Carmen Miranda. [ n.e. O CD Balangandãs foi lançado no primeiro trimestre de 2009 pela MCD ] Já tenho uma série de shows agendados desse projeto. E a gente está agora tentando patrocínio pra gravar um disco e um DVD. É um projeto grande. Esse não foi um projeto meu, partiu da MCD. Eles que trouxeram essa ideia e adorei imediatamente. E aí tomei como um projeto que tô tocando. Antes disso eu vinha trabalhando com composições inéditas. Tenho feito músicas, outros compositores tem me mostrado, estou montando, devagar, um repertório. Quero gravar um próximo disco também, uma coisa mais na linha do Estopim, só que não exatamente o Estopim…
Almeida – O Estopim de hoje.
Ná – E agora surgiu um projeto… Lá no Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles, o Sérgio Natureza [ n.e. Compositor carioca, parceiro de figuras como Paulinho da Viola, Tunai, Eduardo Gudin, Lenine e Filó Machado ] bolou um projeto pra fazer um link com os concertos eruditos que tem lá. Então ele convidou um monte de gente que faz música popular pra fazer um diálogo entre o erudito e o popular. Ele me convidou e aí vou fazer junto com a Dante [Ozzetti] e aquele violista, o Ivan Vilela. E hoje mesmo comecei a pensar no repertório. Já é um trabalho completamente diferente dos dois projetos [anteriores]. E daí tô empolgada porque comecei a ter umas ideias bem legais.
Tacioli – Mas o repertório…
Ná – O Sérgio [Natureza] sugeriu que cantasse alguma coisa de Villa-Lobos, de Alberto Nepomuceno, mas que também cantasse o “Bambino”, do Ernesto Nazareth. Mas ele acha que o “Ultrapássaro”, do Dante [Ozzetti] tem a ver com esse tipo de composição. Aí, baseado nisso, nessas ideias que ele me deu, comecei a fazer uma ligação de uma coisa com a outra e daí começaram a surgir muitas ideias legais.
Tacioli – Aí é o Ivan, você e o Dante?
Ná – Só nós três.
Tacioli – Você já tocou com o Ivan Vilela alguma vez?
Ná – Não, nunca. Chamei o Ivan pra esse projeto e ele gostou.
Tacioli – Já o conhecia, então?
Ná – Já.
Tacioli – Ele está em Minas?
Ná – Não, ele agora está em Campinas. Ele é de Minas, foi pra Ribeirão Preto e agora está em Campinas.

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