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Entrevistas de música brasileira

Ná Ozzetti

NaOzzetti-940

Ná Ozzetti

parte 26/28

Tem o cantinho da Alice

Tacioli – E no sítio, qual é o seu espaço predileto?
Ná – Depende. A gente vai criando uns cantinhos nossos. Tenho um quarto, que é o quarto que estudo canto e que pratico ioga. É meio um quarto das bagunças minhas. Preciso ter esse cantinho. Gosto muito desse cantinho do piano. Vira e mexe tem esse negócio de computador que puxa a gente. Então, sinto que tenho que ir pra lá, sabe? Pegar meus e-mails… É uma cachaça! É um cantinho que gosto de ficar, mas não tem assim um cantinho predileto, sei lá.
Neco – O cantinho da Alice.
Ná – Tem aquele cantinho que fiz pra Alice, mas…
Neco – É um banquinho ali.
Ná – Botei um banco porque a Alice Ruiz, poeta, ela vem muito aqui. E toda vez que ela vem pra cá, não sei, ela diz que se inspira e fica fazendo haikais e ensina pra gente, que faz haikais também. E aí tem um cantinho ali embaixo da mangueira que ela gosta muito. O cantinho da Alice, na verdade, é sentar ali na beira da piscina, passar o dia… Se bobear ela passa o dia na piscina, né, Neco? Mas não dentro da água. Ela passa o dia ali fazendo os haikais dela. E ela gosta de olhar pra aquela mangueirinha que tem ali. Aí resolvi fazer um jardim e botei um banco lá. Agora sim, tem um cantinho da Alice. Mas ela gosta é de ficar aqui olhando pra lá. [risos]
Tacioli – Olhando pro cantinho dela. Mais alguma coisa, gente?

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