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Entrevistas de música brasileira

Mônica Salmaso

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Mônica Salmaso

parte 8/25

Eu sou operária. Não sou independente!

Seabra – Você acha que, mesmo sendo independente, cria-se um roteiro do que é artista, de como ele deve proceder?
Mônica – Como? Roteiro?
Seabra – Como se comportar na hora de dar entrevista, você cria um meio de como se comportar ante a mídia, essa coisa.
Mônica – Bom, primeiro eu não sou independente. Eu sou operária! Não sou independente! Não sou. Porque os discos são de gravadoras, pequenas. Independente mesmo é uma coisa mais profunda ainda do que sou. É um cara que lança o seu próprio disco, fabrica, vem as caixas na sua casa, fica aquele quarto cheio de caixas de disco e aí ele fala, “Meu Deus, preciso vender os discos.” Isso é independente mesmo, né? Eu tenho várias parcerias de trabalho. Isso é um negócio. Não sei se eu entendi exatamente o que é que você perguntou, mas é… Não entendi o que você perguntou? [risos]
Seabra – Em relação ao discurso…
Mônica – Se o comportamento é um comportamento estudado, assim?
Seabra – É com relação ao discurso. Você está dando uma entrevista aqui…
Mônica – É uma conversa e, de repente, eu percebi que estou há 20 minutos falando sem parar. Aí, pensei, “Pode ser que não seja assim. [risos] Vamos perguntar.” [risos] Na verdade, eu já contei essa história muitas vezes, então, quando começa, ela vem. Porque essa é a primeira pergunta, né?

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