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Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 7/27

Há uma rua com o meu nome. Não sou uma qualquer

Tacioli – E como foi sua infância? Que imagem você guarda dela?
Maria Alcina – Somente imagens boas. Sou uma pessoa que tive uma infância feliz. Sou uma pessoa feliz. Quando não estou feliz, fico dentro de casa. Enlouqueço em casa. Na rua estou sempre feliz. Minha infância teve quintal, árvore, rio; infância de brincar na rua, de ter amigas, amigos…
Dafne – Você recebeu uma homenagem da cidade, né?
Maria Alcina – É. Há uma rua com o meu nome, no bairro da Taquara Preta. [risos] Não sou uma qualquer, sou identificada! [risos]
Dafne  Recebeu o prêmio na cidade, nome de rua…
Maria Alcina – De Cataguases para o mundo, uma estrela nasceu! [risos] Ah, meu amor, quem passou por isso não pode dizer que é infeliz! Se disser, tem que tomar uma surra por hora. [risos]
Dafne – Como foi? Você desfilou?
Maria Alcina – Desfilei. Foi bárbaro!
Dafne – E quando foi?
Maria Alcina – Aí você me pega.
Tacioli – Anos 80?
Maria Alcina – Deve ser. Mas vejo isso pra vocês.
Tacioli – Foi bárbaro, então?
Maria Alcina – Imagina? [risos] Uma escola [de samba] contando sua vida em sua cidade! Bárbaro!
Tacioli – Você se lembra de um trechinho do samba-enredo? É sua vida… [risos]
Maria Alcina – Mas não lembro da música. É muita coisa. Passou o tempo… Eu posso ver a letra…
Dafne – É um samba-enredo longo.
Maria Alcina – Não, não é. É porque eu não lembro, principalmente agora… Vocês viram que tive que fazer um esforço pra lembrar quando conheci o Cervantes. Só lembro que o final do refrão é “Maria Alcina, esse samba é pra você”. É isso que lembro. Ai, vou ver a letra da música pra vocês. Me aguardem! [risos] Vou resgatar essa história.

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