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Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 2/27

Essa coisa mais plural!

Tacioli – Há um tempo, em uma de nossas entrevistas, falou-se que as cantoras brasileiras de hoje têm uma forma de interpretação muito americanizada…
Maria Alcina – Quem falou?
Dafne – A Vânia Bastos.
Maria Alcina – Sei.
Dafne – Uma forma que virou padrão, um certo tipo de cantar com vibrato, como se todas fossem a Whitney Houston. Você tem notado isso?
Maria Alcina – Olha, eu vejo como uma forma de mostrar a voz. É uma oportunidade, porque a música brasileira já é uma música diferenciada. Ela tem uma pegada diferente, uma levada diferente. E essa música que projeta mais a voz facilita as pessoas mostrarem o potencial. Vejo por esse lado, até porque é um concurso de vozes.
Tacioli – Mas te agrada, como ouvinte, esse tipo de interpretação ou impostação?
Maria Alcina – Quando você está observando uma pessoa que está começando seu projeto, você precisa apenas observar. Vale o que a pessoa está fazendo. A minha interferência não vale. Tenho a minha experiência, que foi diferente. Tive outro caminho. Acho que o legal é ter o seu trabalho e poder observar o outro sem julgamento. Ele está se mostrando. Tem que saber ouvir e observar. Se eu tivesse no lugar deles não gostaria de ouvir interferências. Aliás, não gosto que interfiram. É uma troca. Mas a gente sempre tem uma idéia do que quer. Em princípio tem que prevalecer aquilo que se quer. Penso assim. É gostoso, porque eu tenho o meu, você tem o seu, ele tem o dele, essa coisa mais plural. Sou adepta do plural! [risos] Uhu! Tô louca! [risos] Vai ficando quente… começo a delirar! [risos]

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