gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 26/27

Chamei a Aurora Miranda pra cantar e ela topou

Tacioli – E como foi essa quebradeira nos Estados Unidos?
Maria Alcina – Olha, a primeira vez que fui pra lá foi em um carnaval. Carnaval já é uma quebradeira geral e eu cheguei lá toda fantasiada. O brasileiro quer ver a gente porque sente saudade da gente, do Brasil. Americano gosta de gente doida, extravagante. Mulher extravagante na América é sucesso total. Ah, meu filho, juntou a fome com a vontade de comer. Trabalhei sempre com bons músicos lá. Quando você pega um músico brasileiro que mora lá, quero dizer, com a pegada de trabalhar lá e com o ritmo brasileiro, gente, faz favor, né? E ainda levando pitadas de Carmen Miranda! [risos] Fizemos duas noites no Lincoln Center com o Nelson Motta. Olha, fui encontrar com o Nelson Motta vinte e tantos anos depois em Nova York. Ele foi ver um show nosso lá, o Eles por ela, que era um show com transformistas fazendo músicas da Carmen Miranda. E eu lá no meio, bonita. Nos encontramos lá e ele me chamou pra fazer um show em homenagem a Carmen Miranda no Lincoln Center. Na primeira noite tava lá a Dona Aurora Miranda, a Marília Pêra, o Eduardo Dusek, o Emílio Santiago, o Leo Gandelman… ai gente, eu não sou fraca, não! [risos] Que beleza! Ele [Nelson Motta] me disse que me conhecia desde os 17 anos. Foi quando cantei naquele festival de Cataguases. Cheguei no Rio menor de idade.
Tacioli – E como foi conhecer a Aurora Miranda?
Maria Alcina – Ai, uma maravilha.
Tacioli – Ela cantou?
Maria Alcina – Ela participou do evento. E depois foi me ver na boite. Cantava umas músicas da Carmen e também da Aurora… Aí pensei, vou dar um truque, vou chamar ela pra cantar comigo… e ela topou. Tenho isso gravado. Em Nova York! [risos] Não é em Copacabana, não. Não podia perder essa oportunidade.

Tags
Maria Alcina
de 27