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Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 23/27

O rap é muito cinematográfico

Giovanni – Como foi sua experiência com o rap?
Maria Alcina – Pois é, gravei com o Júri Popular. Foi uma participação no CD deles. Eles me convidaram e eu gosto muito de rap. Tenho um amigo que é amigo deles, foi assim que aconteceu. É um CD maravilhoso, mas você não acha em lugar nenhum, é independente, né? Você sabe que de vez em quando faço shows com o Funk Como Le Gusta e entro no palco cantando um pedacinho desse rap… “Eu vou chegando, rimando, Maria Alcina”…
Tacioli – Você acompanha o rap?
Maria Alcina – Sim, ouço, pesquiso. Tenho ficado muito tempo fora de casa por causa desse trabalho [com Gasparetto], mas sempre que posso acompanho.
Tacioli – Tem alguém que lhe chama a atenção?
Maria Alcina – Eu gosto de tudo porque eles são muito diferentes. É uma música com muita informação, é quase cinema, é muito cinematográfica. O ritmo e tudo…
Almeida – Mas eles, aparentemente, são mais sisudos e você é muito festiva. Não existe nenhum atrito?
Maria Alcina – Pois é, mas é pela atitude. Acho que tem um entendimento pela atitude. Um sentimento.
Tacioli – Mas você também acha que existe uma postura política no que você faz?
Maria Alcina – Entendo o que você tá falando. Olha, acho que de tudo o que me aconteceu – com a minha carreira, comigo – e eu ainda estar aqui, inteira, é porque tem algo político, sim, nem que seja da política da sobrevivência. [ri] Acho que a política do humano. Tudo acontece, tudo é normal. Se a situação ficou contra, eu fiquei a meu favor. Eu só estou falando isso agora, porque há uns 5 anos eu não entendia assim. Acho que isso, o estudo foi muito benéfico pra mim… me acolheu.

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