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Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 21/27

O meu limite esbarra na parte comercial

Tacioli – E o que representa um desafio pra sua carreira hoje?
Maria Alcina – A necessidade de sobrevivência. [risos] É verdade. Eu não posso rejeitar trabalho, você percebe?
Tacioli – Há limite pra isso?
Maria Alcina – No meu caso, não. É claro que não vou ficar nua na Playboy, porque a Playboy tem limites! [risos] Eu não podia perder a piada. Perco a entrevista, mas não perco a piada. [risos]
Tacioli – A entrevista você não perde. [risos] Mas é que às vezes a gente coloca limites. “A partir daí não vou!” Existe isso, mesmo por conta da sobrevivência?
Maria Alcina – Não, também porque pra mim não apareceu nada que fosse muito fora, entendeu? E eu já cantei em todo tipo de lugar que você possa imaginar. [toca o interfone] Não fico fazendo caras e bocas, “Nesse lugar eu não canto”, “Nesse lugar eu não vou”. Nesse aspecto eu posso te responder. Inclusive aparece muita coisa boa.
Tacioli – Pergunto isso pensando em propostas para outros públicos. Por exemplo, você e um regional ou você e uma formação mais acústica. Isso representa um desafio pra você, ou tanto faz?

[Daniel Almeida chega]

Maria Alcina – Representa mais uma vontade. Olha, fui fazer uma gravação no UOL. Eu estava com o violonista Sérgio Belo. E o Antônio, que estava fazendo a gravação junto com o repórter, gostou muito de me ver cantando voz e violão. O Sérgio Belo sempre teve vontade de fazer um disco comigo só voz e violão. Ficou bonito, uma sonoridade bonita, mas eu não fico arriscando muita perspectiva porque é preciso de dinheiro pra se fazer essas coisas. Talvez o meu limite esbarre na parte comercial. Porque se há oportunidade, eu faço. Não sou uma pessoa muito disciplinada, não, mas se pego algo pra fazer, a coisa dá certo, pelo cuidado que tenho. Posso não ter comigo, mas tenho com você que me contratou. Não tenho medo.

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