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Entrevistas de música brasileira

Maria Alcina

Maria Alcina. Foto: divulgação

Maria Alcina

parte 9/27

Na Bahia tem o trio elétrico. Em Cataguases, o sambulante

Tacioli – E o Carnaval de Cataguases mudou desse tempo pra época em que você foi homenageada?
Maria Alcina – Acho assim. Tenho oportunidade de ir de vez em quando em quadras de escolas de samba em época de Carnaval e o que a gente vê na avenida nunca é o todo do que a gente sente numa quadra. Há todo um ritual, mesmo nos ensaios. A porta-bandeira… E aquilo tudo é muito bonito. Há uma essência ali que não vai para a avenida.
Tacioli – Mas você acompanhou isso em Cataguases?
Maria Alcina – Não, eu já estava aqui. Fui nesse desfile e… Não poderia falar muito sobre o Carnaval de lá, mas pelo que eu recebo dos jornais que mandam pra mim, o Carnaval de Cataguases é um carnaval em que as pessoas vão pra rua brincar. Na Bahia tem o trio elétrico e lá em Cataguases tem o sambulante.
Tacioli – Sambulante? [risos] Muito bom esse nome.
Maria Alcina – E as pessoas vão atrás. Tem a avenida onde as pessoas vão ver a escola de samba passar. Mas também tem o carnaval de rua em que todos participam. Isso é bacana. [Chega o Cervantes, amigo e produtor] Eles me botaram no Carnaval em Cataguases lá atrás. Já até me perdi. Onde é que eu tô? [risos] Tô em São Paulo?! Caramba, meu! Cê começa a falar e vai lá pra trás. Uh, deixa eu chegar de novo. Cheguei!
Tacioli – Pronto?
Maria Alcina – E agora todo mundo sabe onde fica Cataguases, já que poluíram o rio todo. [risos]
Dafne – Cataguases também é o nome da indústria que poluiu o rio, né?
Maria Alcina – É o Rio Pombas que passa no quintal da minha casa.
Tacioli – O rio do Clube do Remo…
Maria Alcina – Foi o rio que passou na minha vida… [risos], que passa na minha vida, porque ainda está lá.

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