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Entrevistas de música brasileira

Luiz Melodia

Luiz Melodia por Dafne Sampaio/Gafieiras

Luiz Melodia

parte 4/25

O coquetel era pão com mortadela

Tacioli – Os Instantâneos chegaram a transitar em espaços profissionais?
Melodia – Não. Era uma tentativa. Até porque quando você fazia show nos bairros, nos bailes, nada mais era do que uma tentativa de aparecer. Mas, por exemplo, nunca saímos – essa banda, Os Instantâneos – para fazer qualquer televisão, coisa desse tipo. Não. Só pelos bairros, morros. Coroa, todos esses morros onde o bicho pega ultimamente, que vocês devem estar sabendo. Coroa, Alemão. A gente fazia esses morros todos. Na época era lindo, não era essa onda de agora. Mas, nesses morros sempre tocamos na época, na nossa adolescência, 17, 18 anos. Porra, a gente já circulava fazendo casamento, festas juninas. Enfim, em todo evento que acontecia, a gente estava.
Tacioli – Tem uma história curiosa dessa época com Os Instantâneos?
Melodia – O curioso é que a gente namorava pra caramba, compadre. [risos] Tinham as gatinhas que eram um barato. E os pães com mortadela, que eram o coquetel, antes de começar o baile. Era pão com mortadela, guaraná e cervejinha, logicamente, ou senão, “cuba libre” [ri]. Era o que mais a gente curtia.
Tacioli – Quanto tempo durou o grupo?
Melodia – Os Instantâneos? Parou instantaneamente, velho. [risos]
Max Eluard – Fez jus ao nome.
Melodia – Muita pancadaria. Os irmãos – o Manuel e o Nazareno – brigavam muito. Tínhamos que ficar separando os caras. Mas o pouco que durou foi legal pra caramba. Depois fui para um grupo chamado Filhos do Sol. Fui eu e o Mizinho. O Nazareno e o Manuel, não. Eu e o Mizinho cantávamos nessa nova banda. Ficamos um tempão. Depois nos separamos com o acontecimento do Wally Salomão, Exército. Teve uma confusão forte, depois.

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