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Entrevistas de música brasileira

Luiz Melodia

Luiz Melodia por Dafne Sampaio/Gafieiras

Luiz Melodia

parte 0/25

Os pés no Morro de São Carlos

(20h30)
São Paulo, 5 de junho. Décima entrevista do Gafieiras. Rua Tutoia, 77, Hotel Pestana. Denise, assessora da Indie Records, nos recebe no bar do hotel. Logo ele chegaria. Um possível contratempo na gravação de um programa de televisão causara o atraso.

De bom grado sorvemos algumas cervejas e uma boa conversa na companhia de Denise e de Jane, esposa e empresária do artista.

Os minutos passam e conjeturamos a demora. O atraso tem, naquele momento, vários significados para nós. Entre eles o de que Melodia chegaria cansado e de mau humor.

(21h10)
Luiz chega e passa apressado pelo saguão. Um aceno de mão faz Denise e Jane irem a seu encontro. Jane o acompanha até o apartamento, Denise volta para nossa mesa com a notícia de um banho e mais alguns minutos de espera.

É. Ele parecia cansado.

Nos acomodamos no mezanino do hotel, que só seria ocupado na manhã seguinte para servir o café.

Privacidade.

Conversa vai…

(21h40)
Tudo tem seu tempo. Quando nossa conjetura nos levava a crer que desistiríamos, ele surge. Banho tomado e no semblante um sorriso que tentava esconder o cansaço de uma rotina exaustiva de divulgação de disco. E foi esse o mote do começo da conversa. De cara, Luiz afirma que seu interesse em dar entrevistas não ultrapassa os limites de um trabalho de divulgação.

(22h)
Veleiro Azul. Partimos rumo às canções de Oswaldo Melodia e sua viola americana, aos tempos de pipa e bola de gude no Morro do São Carlos, Seu Baldo, Wally Salomão, Os Instantâneos…

(23h15)
Do objeto do homem parte mais um sonho. Uma emoção qualquer e tudo o que tange ao coração passa a fazer sentido, de Jovem Guarda a sandys. Idiossincrasias de uma alma inquieta. Eminência parda que ainda hoje parece ver o mundo do alto do Morro do São Carlos, colhendo cada gesto humano, cada movimento para compor sua melodia.

Assim, noite adentro foram-se cervejas, cansaços, conjeturas, para dar lugar a uma vontade sincera de conversar um bocado mais.

(meia-noite)
“Garçom, taças de cristal. Um brinde à décima entrevista do Gafieiras.”

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