gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Luís Vagner

LuisVagner-940

Luís Vagner

parte 15/23

Um diretor-geral de nome francês falou "Esse não!"

Tacioli – Luis, você tem medo de que sua música seja esquecida?
Luis Vagner – Não!
Tacioli – Mas esse sentimento já te abateu em algum momento, talvez naquele em que você foi para a Europa?
Luis Vagner – Não, fui por não haver possibilidade de realizar os meus trabalhos. Daqui a pouquinho a pessoa pensa que você pode ser um revoltado, mas não é exatamente isso. É que são aqueles dez que dominam toda a estrutura no país, a discografia, o show. Essas dez pessoas dominam tudo. E daí você vai ver quem são essas pessoas, e na verdade, não são nada! Não passam daquilo ali, daquela função que eles estão exercendo naquele exato momento. Mas, ao mesmo tempo, eles estão tolhendo, estão fazendo causas ruins para a evolução das pessoas. Ou seja, são pessoas que, às vezes, causam um grande mal sem ter a consciência disso, porque estão pensando somente no lado de vender 100, 200 mil, um milhão de discos de fulano, e mais um milhão de beltrano. E nunca mais pára essa lista. São falhas graves. E fora aqueles que não tiveram oportunidade por isso ou por aquilo. E em minha própria carreira houve um momento em que um diretor-geral de uma gravadora falou “Esse não!”. “Bom, ótimo!”
Tacioli – Quem foi?
Luis Vagner – Olha, eu gostaria de não falar. Um grande, de uma major, nome internacional, francês. [risos] Chegou mais próximo.
Tacioli – É mesmo?
Luis Vagner – Eu só não vou dizer o nome dele. Não importa, mas fiquei pensando “Por quê?”, “O que será?”, “Será que eu falei alguma coisa?”. Então, você interpreta estranhamente. Sei lá, é um momento que você passa para aprender; venho vindo desde os 8 anos, quando papai e mamãe me possibilitaram a vida…
Tacioli – E, curiosamente, ele é tido como um dos principais responsáveis por diversos impulsos na produção música brasileira.
Luis Vagner – É, mas isso aconteceu.

Tags
Luís Vagner
Samba-rock
de 23