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Entrevistas de música brasileira

Los Hermanos

Los Hermanos. Foto: Henrique Parra/Gafieiras

Los Hermanos

parte 3/18

O peido do meu avô... Um som inesquecível!

Tacioli – E como era o panorama sonoro da infância de vocês?
Daniel Almeida – Havia música em casa ou era um primo mais velho quem trazia os LPs…
Camelo – A gente ouvia rádio em casa…
Amarante – Os meus pais ouviam música. Lembro dos domingos de manhã quando eu pensava… “Porra, meu pai tem que ouvir essa parada agora tão cedo?!” [risos] Adolescente, né? Todo domingo era a mesma coisa.

Almeida – E o que era?
Amarante – De tudo. Tudo, não, era MPB e rock, oscilando aí. MPB, Error! Hyperlink reference not valid…. Duran Duran ele ouve até hoje. Um dia desses ouvi num lobby de hotel aquela música… [cantarola] “Don’t say a prayer for me now” [n.e. “Save a prayer”, do disco Arena, 1984]

Almeida – Opa, clássica.
Amarante – Essa música é boa demais! Tem aquela flautinha que parece uma flauta peruana.
Bruno – Deve ser um synth [sintetizador].

Tacioli – Mas e de som, além de música?
Amarante – Tem o peido do meu avô. Um som inesquecível! [risos] Rasgava a cueca e tal… [risos] Minha avó aparecia na sala e falava… “Imagina se isso não sai!” [risos], como se falasse que era legal peidar. Pode peidar! Eram os pais da minha mãe e minha avó era super erudita, apesar de não parecer… Erudita assim, foi bióloga, diretora do Instituto de Educação, foi atriz… Eles tiveram restaurante macrobiótico, comida natural, então o peido era uma coisa social… [risos] Só que meu avô tinha uma técnica de peidar com muito barulho. Ele apoiava na poltrona assim e… Era um show de som! Vrauuu!!!
Barba – Agora eu entendi suas guitarras! [risos]
Amarante – Eu sou a única pessoa séria da família.

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