gafieiras

gafieiras

Entrevistas de música brasileira

Los Hermanos

Los Hermanos. Foto: Henrique Parra/Gafieiras

Los Hermanos

parte 16/18

O 4 foi nosso primeiro CD lançado oficialmente em Portugal

Tacioli – E como é fora do Brasil?
Bruno – A gente começou a construir uma história em Portugal, muito lentamente… Várias dificuldades, todas as possíveis… As coisas que pegam mais lá também são as extremamente populares aqui. Axé ou então uma coisa bem MPB, raiz. E a gente é uma coisa híbrida, louca, que não tem muito sentido lá. Mas apostamos porque tem a ver… As letras… Começamos aos poucos. Nos últimos dois anos fomos para lá quatro vezes e em 2006 iremos pra ficar um mês [n.e. Durante o mês de março, com shows em Beja, Porto, Faro, Viseu, Farmalicão e Braga], fazer uma turnê conjunta com um banda de Portugal mesmo. A gente está construindo. O 4 foi nosso primeiro disco lançado oficialmente lá. O primeiro chegou importado por causa de “Anna Júlia”. O segundo, nenhum registro. O terceiro, importado. Vamos ver como vai ser.

Tacioli – E como é essa banda que vai se apresentar com vocês?
Bruno – Chama-se Toranja. É uma banda que tá no segundo disco. Não conheço muito…

Almeida – Tem a ver com o som de vocês?
Bruno – Dá pra rolar, não é um negócio impensável, não. É uma coisa meio rock e piano, uma mistura de Coldplay com alguma coisa. É bacana… [n.e. Toranja é um quarteto formado por Tiago Bettencourt, Ricardo Frutuoso, Dodi e Rato. Lançaram dois discos, Esquissos (2003) e Segundo (2005), ambos pela Universal Music portuguesa]
Camelo – Tem relação.
Bruno – Não é uma coisa louca, não. Faz sentido de alguma forma.

Tacioli – E na América do Sul?
Bruno – Difícil.
Amarante – A gente fez um show muito bom na Argentina com o primeiro disco. Lotado e surpreendentemente todo mundo sabia todas as músicas. Um lugar onde a gente nunca tinha ido e é outra língua! Na platéia havia gente mais velha e muito adolescente, e uns brasileiros que conheciam “Anna Júlia”.

Tags
Los Hermanos
de 18