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Entrevistas de música brasileira

Los Hermanos

Los Hermanos. Foto: Henrique Parra/Gafieiras

Los Hermanos

parte 15/18

99% da agenda de divulgação é obrigação

Max Eluard – Mas sobre essa agenda de divulgação… Vocês fazem porque tem que fazer? Há algum prazer nisso?
Amarante – Acho que é 99% de obrigação… A gente tem que falar alguma coisa, alguma vez…
Camelo – Mesmo não achando importante a gente sabe que faz parte do processo, mas é difícil porque a gente já fala muito entre a gente e acaba não levando a lugar nenhum.
Amarante – Às vezes é bom porque verbalizar concretiza o pensamento, né? Quando a gente vê que a pessoa tem uma curiosidade legítima e sincera sobre algo é bom, mas quando a pessoa chega com a cabeça feita é a pior coisa do mundo… Por exemplo: esses dias a gente tava com uma promoção no site em que algumas pessoas iam no camarim falar com a gente. Ganhou um casal. Eles me perguntaram algo que eu já devo ter falado umas 200 vezes, mas era uma questão tão genuína pra eles que não teve jeito…

Max Eluard – Pensando nessa empresa Los Hermanos. São 19 pessoas envolvidas. Como é pensar em sustentar isso tudo?
Camelo – É uma equação que se faz…
Amarante – Não é mole, não, mas também a gente conta com pessoas que pensam nisso e todo mundo sabe de tudo: o que cada um ganha, os impostos…

Max Eluard – Mas esse gerenciamento é feito também por vocês?
Bruno – Diretamente não. Tem o Alex que cuida disso [n.e. Alex Werner, produtor da banda], mas a gente sabe de tudo, conversa sobre tudo. Tem também o Simon [n.e. Simon Fuller, empresário da banda desde 2001].
Amarante – Porque tem muitas coisas, tem shows que a gente tem que bancar a produção, ficar com bilheteria…
Bruno – Tem três tipos de show: o bancado, o contratado e o feito em parceria.
Amarante – Geralmente uma turnê é feita de uma combinação desses três tipos. É um quebra-cabeça.
Bruno – Tipo um War da música… [risos] Como vamos invadir o Espírito de Santo de ônibus? [risos]

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