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Entrevistas de música brasileira

Irmãs Galvão

Irmãs Galvão. Foto: Dafne Sampaio/Gafieiras

Irmãs Galvão

parte 21/24

Vamos mudar o rumo dessa prosa?

Max Eluard – Vocês se dão muito bem, né?
Marilene – Muito. Se eu fosse sapatão casava com ela! [risos]
Max Eluard – Seria incesto. [risos]
João Paulo – Duplo pecado.
Max Eluard – Mas houve algum momento em que uma se encheu da outra?
Marilene – Ah, não. Da minha parte, não. Teve da sua?
Max Eluard – Pode falar, Mary. [risos]
Marilene – Você ficou calada! [risos]
Almeida – Ela demorou para responder. [risos]
Marilene – É, ela ficou calada. [risos]
Tacioli – É a mais velha.
Marilene – Fale agora ou cale-se para sempre.
Almeida – Foi aquela entrada que você fez na pia. [risos]
Mary – Nunca perdoei. [risos]
Max Eluard – Mas houve algum desejo de seguir carreira-solo?
Mary – Não teve. É uma coisa muito engraçada. Ela mora em Santo Amaro e eu moro aqui. Zona Sul e Zona Norte. Então, pra ensaiar ela vem pra cá. Quando é dia de show, ela vem pra cá. Se tem divulgação pra fazer, em programa que é às 4 da manhã e outro às 2 da tarde, ela vem e dorme aqui. Aí, no dia em que ela vai embora, o Mário [Campanha] diz, “Nossa, mas já vai?” [risos] Então, temos uma sintonia muito grande.
Tacioli – Então, nunca houve o desejo de se gravar um disco individual?
Mary – Não. Com certeza, não.
Tacioli – Houve alguma proposta?
Mary – Também não. Se pensaram, desistiram, porque sabem que…
Max Eluard – O primeiro que vier com essa conversinha mole…
Mary – Vamos mudar o rumo dessa prosa? [risos] Agora, quando ela morrer… [risos]
Almeida – No show vocês fazem isso? Essas piadas que fazem uma com a outra?
Mary – Usamos. No nosso show não tem nada combinado, nada ensaiado. Tem umas 30 músicas ensaiadas que ficam lá com o maestro, mas nós nem vemos. [ri] Ele vai soprando pra gente, “Agora é tal coisa”. E assim vai. As coisas surgem no momento. Não tem como repetir em outro show. Não será mais a mesma situação.

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