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Entrevistas de música brasileira

Irmãs Galvão

Irmãs Galvão. Foto: Dafne Sampaio/Gafieiras

Irmãs Galvão

parte 13/24

Fomos revelação do 4º Centenário de São Paulo

Max Eluard – Vocês nunca mudaram de São Paulo depois que vieram pra cá?
Mary – Não, nunca mais mudamos.
Max Eluard – Vocês gostam daqui?
Marilene – Gostamos.
Mary – Gostamos… Gostamos muito! E tem mais uma coisa, quando viemos para cá, em 1952, em 54 era o 4º Centenário de São Paulo e nós recebemos o título de Revelação do 4º Centenário! [risos] Foi lindo! Se procurar a história da inauguração do Parque do Ibirapuera, está lá o nominho das Irmãs Galvão também. Revelação do 4º Centenário! [risos]
Tacioli – Falando dos anos 50, vocês citaram o Francisco Alves, para quem o pai de vocês gostaria de apresentar. Que lembrança que vocês têm do impacto da morte dele?
Mary – Foi muito triste…
Tacioli – Vocês cantavam músicas dele?
Mary – Cantávamos músicas de Francisco Alves e estávamos ensaiando um repertório lindo pra mostrar pra ele, com umas toadas – porque ele cantava toadas sertanejas, né? Estávamos montando o repertório e, de repente, vem essa notícia. Tenho certeza que o papai desanimou muito naquele dia.
Tacioli – Teve alguma imagem que marcou esse fato? Eu não tenho idéia, mas a relação com os ídolos era muito diferente nessa época…
Marilene – Nós choramos bastante, né, Mary?
Mary – Foi…
Marilene – Porque era aquele sonho que deixou de se realizar, né? E o papai, Nossa Senhora, chorou muito. Ele ficou esperando pra nos levar até lá, pra estar com ele… Foi exatamente no ano em que ele gravou aquela música que cantávamos.
Tacioli – Que música?
Marilene e Mary – “Criança feliz”. [n.e. Também conhecida como “Canção da criança”, composição de René Bittencourt e Francisco Alves]

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