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Entrevistas de música brasileira

Herminio Bello de Carvalho

Herminio-940

Herminio Bello de Carvalho

parte 14/18

O Ronnie Von é um amor de pessoa

Tacioli – Como foi a entrevista no programa do Ronnie Von? [n.e. “Todo seu”, transmitido pela TV Gazeta]
Herminio  Foi engraçado, foi engraçado! Fui mais pra falar da Elizeth. Acho que ele não estava sabendo muito dessa minha atividade do disco, do que era aquela caixa, então acabei não podendo falar muito do disco. Achei que seria uma parte da entrevista, mas acabou não sendo. Foi engraçado.
Tacioli – O contato com o Ronnie já existia?
Herminio  Não, não conhecia ele. Ele é um amor de pessoa, um amor de pessoa: muito doce e muito respeitoso, mas ele não sabia da caixa. Já estava no final do programa e ele não sabia da caixa e não pude falar muito, mas falei bastante da Elizeth, o que pra mim foi maravilhoso falar dela. Sempre digo: de cinco em cinco anos tenho como uma meta de vida, como objetivo, falar da Elizeth, da Clementina, do Jacob do Bandolim, da Aracy de Almeida. De uma forma ou de outra estou escrevendo um livro sobre a Aracy, estou tentando reeditar o disco da Elizeth pra manter viva essa memória que se apaga naturalmente. É um processo de apagamento. E isso é uma coisa que sempre permanece na minha vida, uma preocupação, aí vem a parte do animador, do agitador cultural que sou. Eu não consigo parar! Penso obsessivamente nisso, sempre! É uma coisa que eu tenho. É inerente a mim me preocupar!

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