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Entrevistas de música brasileira

Hélio Ziskind

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Hélio Ziskind

parte 4/25

Quero chegar nos clássicos como Branca de Neve

Tacioli – Mas em algum momento te incomoda esse reconhecimento majoritário de seu trabalho com a infância?
Hélio – Não, a única coisa que me incomoda é o horário, cara. Esse negócio de não poder tocar à noite é muito chato. Tocar a noite é muito bom, cara! Marcar um show 9, 10 da noite pra quem? [risos] Tocar pra morcego às 10 da noite? Sei lá, o morcego ainda vai, né? [risos] Então, essa coisa mais noturna da música é que faz falta, mas no mais não estou me sentindo tolhido em nada. Estou fazendo até menos do que eu deveria, porque não estou conseguindo chegar nas histórias que quero chegar também, onde tem essa coisa de trilhas e ruídos pra trabalhar.
Tacioli – Que histórias?
Hélio – Contar histórias mesmo, fazer histórias… Uma hora quero chegar nos clássicos também, Branca de Neve, esses negócios. Eu queria refazer isso daí. Há umas histórias que o João de Barro fez as músicas que estão naquela coleção Coleção Disquinho. Aquilo tem que tocar de novo. Não é somente o disco, tem que tocar aquilo, sabe, é muito bom! E tem esse lado da narração… Já nessa coleção Disquinho tem uma narradora chamada Elza Fiúza. Tem uma outra também que eu não me recordo o nome. São extraordinárias! Nunca mais teve alguém com essa coisa abstrata, de uma locução abstrata, parece que vai dando corpo para um gênero assim. O cara tem um repertório de entonações todas novas para falar as histórias, sabe? E as crianças tem uma qualidade de atenção muito legal. Então, não estou me sentindo tolhido em nada por esse trabalho com a infância, ao contrário, está dando um sentido para a profissão de compositor.

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Hélio Ziskind
Música infantil
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